Manali é a meca dos hippies que gostam de ambientes frescos e descontraídos na Índia. Nos meses de Verão, quando as praias de Goa são afectadas pelas monções (geralmente entre Maio e Agosto), os “loucos pela Índia” rumam a Manali em busca de bom tempo, sol e um ambiente relaxado. Mas há muitas “Manalis” e, enquanto que umas são o paraíso para os backpackers e hippies de cabelos coloridos e rastas, há outra capaz de conservar alguns aspectos culturais bem tradicionais do Himachal Pradesh. Para quem ruma a Manali é importante perceber o que pretende da região e assim, não cometer o erro de ficar no “local errado” e ser apanhado de surpresa.
A cidade de Manali, onde chegam e saem autocarros e jipes em direcção aos Himalaias é a porta de entrada da região. A maioria dos visitantes chegam ali mas muitos nem sequer chegam a usufruir da cidade. Manali é uma cidade pequena, onde a população ainda se veste de forma tradicional e usa chapéus muito típicos. A cidade é calma, com um ritmo de vida muito sui generis. A população é uma mistura de indianos com tibetanos, resultando numa mescla muito interessante. Manali está a dois passos dos Himalaias e são muitos os refugiados tibetanos que também desceram à cidade em busca de melhores condições de vida. Há restaurantes tibetanos ao lado de indianos, há mosteiros budistas ao lado dos templos hindus, e há vacas ao lado de cães quase zen!
Dicas
A maioria dos visitantes rumam a Velha Manali e quase não param na cidade. Velha Manali é uma aldeia tradicional indiana nos Himalaias. Uma aldeia linda e muito característica, com habitações tradicionais, construídas em pedra e madeira. No entanto, o turismo desenfreado de mochileiros, transformou a aldeia.
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As casas transformaram-se em hotéis baratos, as populações locais escondem-se à nossa passagem e evitam os estrangeiros e os mochileiros enchem as ruas. Há bares e restaurantes com comida ocidental e até pastelarias.
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Há 10 anos atrás, quando visitámos a Índia pela primeira vez, Velha Manali era uma aldeia tranquila, hoje é uma meca de mochileiros e perdeu a espiritualidade.
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Dicas
Vale a pena conhecer a aldeia de Velha Manali, caminhando pelas ruas e explorando a arquitectura típica dos Himalaias. As casas são construídas de forma muito original, com pedras, turfa e até adobe.
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A população é simpática mas a abordagem não é fácil porque estão fartos de “turistas mal comportados e desrespeitadores” da cultura local. São sociedades agrícolas tradicionais.
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O templo de Manu Maharishi é um templo hindu localizado na parte alta de Velha Manali. Segundo a lenda, Manu seria uma espécie de Noé hindu, que terá atracado ali uma arca, carregada de seres vivos que deram origem à actual civilização, depois de um dilúvio.
Localizado no bairro budista de Manali, este mosteiro é o mais tradicional da região, com várias estátuas de bodhisattvas a ornamentar a sala de oração.
Há também várias figuras de lamas no mosteiro, bem como uma vida monástica muito activa, sempre com populares e monges a sair e a entrar.
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Ao lado do mosteiro anterior, este templo de dois andares tem uma grande estátua do Buda Sakyamuni, o Buda Histórico, o príncipe que rejeitou o seu reino para viver uma vida austera e buscar o conhecimento.
Sidharta Gautama é Buda Sakyamuni, que significa sábio dos Sakyas, a tribo a que pertencia.
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A 2 km de Manali, este templo hindu, completamente construído em madeira, e perfeitamente enquadrado na paisagem de floresta de cedros. O templo é dedicado ao demónio Hadimba, uma figura do Mahabharata.
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O templo é um pagode de três andares esculpido com deuses hindus. Há uma pedra de sacrifícios, onde ainda hoje se faz sacrifícios de animais durante o festival de Dhungri Mela (acontece em Maio). Há uma árvore sagrada também no recinto. É comum estar ali iaques e coelhos muito peludos.
A aldeia de Vashisht, a dois quilómetros da cidade, do outro lado do rio, é mais tranquila do que Velha Manali. Embora não seja tão pitoresca, a aldeia tem nascentes de água naturais que atraem muitos locais e estrangeiros.
Há alojamento local barato e também ali se produz Chadras, pelo que o comercio de haxixe é comum (embora seja ilegal). É um local para visitar mas, se quiser permanecer em segurança, onde deve evitar dormir. Tem muitos estrangeiros, geralmente hippies, quer de dia, quer de noite.
Tal como já referi nas dicas acima, para nós o melhor local para dormir é na cidade de Manali, fugindo dos ambientes mais “backpackers” e “hippies”. Aí recomendamos o Hotel Renuka, mas não dá para marcar antecipadamente. Na cidade de Manali a melhor localização é na Mall Road. Se quiser marcar, há vários hotéis na região que podemos recomendar, pois nos pareceram muito agradáveis e bem localizados, é o caso do Hotel Karma, o 2-BR hillside cottage, by GuestHouser, o Red Rose Cottages, o Manali – White Mist; A Sterling Holidays resort ou o AbodeHome Cottage.
Em Velha Manali
Em Velha Manali tem alojamento muitos giros, mais turísticos, tais como The Attic Monkeys, o Non Stop Café, o Manali Yes Please, o Dragon Inn ou o Kishor guest house.
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Luiza Cardoso says:
Adorei as dicas e conhecer um pouco sobre Manali! Gosto assim, experimentar lugares que representam mais a cultura local e com mais contato com a população. Acho que só assim a gente realmente imerge nos costumes e características do país! Ainda mais um país como a índia! 🙂
Carla Mota says:
Verdade, Luíza. É mesmo por isso que viajámos.
Francisco Piazenski says:
Toda vez que leio sobre a Índia, não penso estar em outro país diferente, e sim em outro planeta, tamanho o exotismo desse país. Parabéns por mais esse relato, adorando ler a série sobre a Índia!
Carla Mota says:
Obrigada, Francisco. 😀