O vulcão de La Palma fica na parte ocidental da ilha de La Palma, próximo da povoação de El Paso. Contudo, para visitar o vulcão de La Palma há várias coisas que precisa de saber antes de viajar para La Palma.
CONTEÚDOS DO ARTIGO
Para chegar a La Palma e visitar o vulcão de La Palma o melhor é voar para Tenerife. Aí pode apanhar um voo doméstico para La Palma ou um barco.
Para visitar o vulcão de La Palma o ideal é dormir na parte oriental da ilha de La Palma, especialmente em Santa Cruz de La Palma, porque há pouca cinza na atmosfera e a vida desse lado da ilha é completamente normal. Nem sequer se vê o vulcão de La Palma dali. Para visitar o vulcão de La Palma nós ficámos alojados num apartamento no centro de Santa Cruz de La Palma, muito bem localizado e super bem equipado. Partilhámos tudo nos stories do Instagram. O apartamento onde ficámos em La Palma era super fixe e custou cerca de 80€/noite. Pode marcar o apartamento em La Palma em que ficámos, o Casitas Las Aguas I & II através deste site.
Se não arranjar disponibilidade neste apartamento quando visitar o vulcão de La Palma, outras boas opções em Santa Cruz de La Palma são:
Para visitar o vulcão de La Palma o ideal é alugar carro. É seguro e económico. Faça seguro contra todos os riscos, não facilite quando visitar o vulcão de La Palma. O nosso aluguer do carro, com seguro, para visitar o vulcão de La Palma custou 70€/três dias. Pode alugar o carro para La Palma online, tal como nós fizemos, neste site.
Há vários lugares para ver o vulcão de La Palma, os melhores estão à volta da povoação de El Paso. Os melhores locais para ver o vulcão de La Palma são:
Algumas destas estradas onde pode ver o vulcão de La Palma estão parcialmente fechadas devido à erupção do vulcão de La Palma. Só se vai até onde a protecção civil autoriza. A protecção civil é muito solicita e informativa por isso não terá problemas quando visitar o vulcão de La Palma. Cumpra as regras e as indicações das autoridades quando visitar o vulcão de La Palma e não terá problemas.
NOTA – Tenha cuidado onde estaciona o carro quando visitar o vulcão de La Palma. Nós apanhámos uma multa mas valeu a pena! ??
A resposta rápida é NÃO, não é perigoso visitar o vulcão de La Palma, mas é mais complexo do que pode parecer. Então vamos lá por pontos.
O risco de visitar o vulcão de La Palma é extremamente reduzido. Contudo, a percepção que temos do risco raramente depende do fenómeno em si, mas principalmente do que sabemos sobre o fenómeno. A maioria das pessoas o que sabe sobre o vulcão de La Palma é o que se resume em três minutos de abertura dos telejornais. E o que retiramos dessa informação está muito longe de ser o risco de visitar o vulcão de La Palma. Sendo assim, não, visitar o vulcão de La Palma não oferece nenhum risco e pode fazê-lo de forma tranquila. É como quase como visitar Tenerife ou a Gran Canária. Obedeça é a todas as recomendações da Protecção Civil quando visitar o vulcão de La Palma.
O que se sente ao ver o vulcão de La Palma? A verdade é que é um misto de emoções. O vulcão de La Palma é muito mais “presente” na paisagem do que o vulcão da Islândia, especialmente porque se ouve muito, cheira e sente as cinzas no ar. Por outro lado, porque a erupção é explosiva e efusiva, mista, e isso faz com que se veja lava não só a escoar vertente abaixo mas também a ser projectada energicamente em direcção ao céu. Se por um lado é um fenómeno natural avassalador, por outro, é difícil abstrairmo-nos da proximidade das habitações e dos dramas humanos. Eles estão mesmo à nossa frente ali no vulcão.
Se conseguirmos concentrar-nos apenas no fenómeno natural, que à medida que a noite cai é mais fácil, a erupção é BRUTALISSIMA! Aliás, do melhor que já vimos no mundo. Em termos de espetáculo natural é tão ou mais impressionante do que o vulcão da Islândia. Contudo, ninguém consegue ficar indiferente à dor que sentem aqueles que viram aparecer um vulcão no “jardim” de sua casa e vivem com este cenário todos os dias. E não estou a falar daqueles que perderam todos os seus bens materiais. Estou mesmo a falar daqueles que ainda nada perderam mas que vivem na angústia de não saber se os vão perder. Na realidade, aqui não há ninguém que tenha perdido tudo. O vulcão não fez vítimas mortais (à excepção de um ancião que voltou a casa semanas depois para ir buscar coisas e o tecto da casa ruiu provocando um acidente). E não tenhamos dúvidas, o maior bem que todos temos não é material, é a vida. Sendo assim, há dezenas de pessoas que perderam muito e cujo olhar sobre aquilo que ali acontece é de frustração, desânimo e desespero.
Mas é aí que temos que ser racionais. Temos que perceber que o vulcão não é o problema. O vulcão é a razão porque todos eles vivem ali. Os solos são férteis e óptimos para a agricultura devido ao vulcão. O turismo antes da erupção atraia caminhantes que procuravam os maravilhosos trilhos que percorriam nas cadeias vulcânicas da ilha. O turismo balnear procurava as praias de areia negra que alimentavam a economia. Foi o vulcão que criou esta ilha. O Homem recebeu esta bênção, mas agora o vulcão reclamou-a.
Não percas o documentário que fizemos sobre a erupção vulcânica do vulcão de La Palma.
Os vulcões são fenómenos naturais que criaram a Terra, a nossa casa. As rochas que caminhámos têm origem no magma ou são delas derivadas. Foi este material expelido pela Terra que construiu o planeta que hoje habitamos. Foram os gases dos vulcões, e que hoje respiramos, que criaram a atmosfera terrestre, com a composição química ideal para a existência de vida na Terra. É aos vulcões que devemos o solo que pisamos e o ar que respiramos.
E, no entanto, são os vulcões que tantos atribuem a culpa da tragédia de La Palma. Pois bem, DEIXEM-ME dizer, em nome de todos os vulcões que não podem falar, que eles estão inocentes! O risco vulcânico é mensurável, aliás, os geólogos estudam os vulcões, cartografam mapas de risco, criam zonas de ocupação humana interditas e passam estas informações aos governantes e entidades competentes. A partir daí, compete aos governantes o Ordenamento do território. E é aqui que a tragédia começa!
Grande parte destes estudos científicos não saem da gaveta dos escritórios cheios de burocratas. Na melhor das hipóteses, servem para embelezar um centro de interpretação que recebe os turistas. O risco é subestimado, esquecido. Proibir as construções ou os campos agrícolas em áreas de risco é impopular! Aliás, é mais ou menos aceite pelos populares que os vulcanólogos são alarmistas, já que prevêm imensos cenários que raramente ocorrem! E a verdade é que ocorrem muito pouco, felizmente, em zonas povoadas. Mas quando ocorrem alguém tem que ser responsabilizado. E quem é o responsável? O vulcão! Não fala, não advoga a sua inocência!
Os cientistas repetem estudos, agora das consequências da catástrofe, os políticos apelam à dor, compaixão e solidariedade. Pedem aos hotéis para realojarem as populações, pagando abaixo dos preços praticados. Criam contas solidárias para apoiar as vítimas do vulcão. E no fim, repetem o erro. Ignoram os estudos e voltam a construir nos mesmos locais. E o vulcão continua a ser visto como o monstro… Visitar o vulcão é também ver tudo o que ali acontece, no vulcão e à volta do vulcão.
Cada um deve decidir se deve ou não visitar o vulcão de La Palma ou outro qualquer local. É como visitar outro lugar qualquer que acontecem ou aconteceram coisas com consequências menos boas. Pode dar-se o exemplo dos campos de concentração, Chernobyl, países onde existe exploração laboral ou descriminação da mulher ou racial. Se assim for, acho que nem sequer saiamos de casa, porque todos os países têm problemas e injustiças sociais.
Ninguém vai a La Palma para ver as desgraças, vai ver um fenómeno natural fabuloso, um vulcão em erupção. Há mais desgraça nas pessoas que gastam o que não têm nos shoppings do que miséria em La Palma. Em La Palma há resiliência, não desgraça. Gente que luta para sobreviver apesar da erupção do vulcão e que viu o turismo bater no zero durante estes meses. Esta gente precisa de turistas, e o turismo vulcânico pode ser uma solução. Enquanto alguém vai a La Palma fica alojado num alojamento local que está às moscas por falta de turistas. Come em vários restaurantes que estão vazios por falta de turistas. Vai ao supermercado. Vai a cafés. Aluga carro e mete combustível. Visita centros de interpretação e museus. Compra postais e recuerdos em lojas completamente vazias. O dinheiro que gastamos ajuda muita gente que está a passar imensas dificuldades. A tragédia não é a erupção vulcânica. A tragédia são as consequências da erupção vulcânica. E essas nós podemos ajudar a minimizar se visitarmos estes locais.
O vulcão da Islândia tem um tipo de vulcanismo diferente do de La Palma. Na Islândia, o vulcanismo é efusivo, o que significa que a emissão de lavas é lenta, muito fluida, escorrendo pela boca eruptiva. Tem pouca emissão de gases e cinzas. É um vulcanismo excelente até para os menos audazes porque não oferece qualquer tipo de risco. O vulcão de La Palma tem uma erupção mista, significa que combina vulcanismo efusivo com vulcanismo explosivo. Em La Palma temos bocas a emitir lava fluida e outras bocas a projectar lava, gases e cinzas na atmosfera. Os vulcões explosivos, tal como o nome indica, são mais violentos e perigosos. Contudo, como em La Palma a fase explosiva aparece combinada com a efusiva a violência das emissões é mais “controlada”. Sendo assim, o vulcão da Islândia providencia-nos experiencias brutais com rios de lava ao passo que La Palma tem mais projecção de lava, gases e cinzas.
A forma como se sente o vulcão em La Palma é muito distinta. Na Islândia não há casas, campos agrícolas ou pessoas num raio de 20 ou 30 km. O vulcão está no meio da Natureza e sentimo-nos como num planeta virgem. Tudo ali é mágico, puro, cru. Até nos esquecemos que a Terra é povoada! Em La Palma a densidade populacional impressiona. A ilha de La Palma é densamente povoada, nas fajãs, nas vertentes dos vulcões, nas escoadas lávicas históricas, etc. Nunca se consegue sentir em pleno a comunhão apenas com a Natureza em La Palma. Isto porque, por muito que se tente, há sempre alguém, alguma casa, alguma localidade. A presença humana é uma constante. A Islândia tem uma densidade populacional de 3.5 hab/km2, uma das mais baixas do mundo, ao passo que La Palma tem 117 hab/km2. Isto faz toda a diferença. Neste momento a densidade populacional de Portugal é de 112 hab/km2 (apenas para comparação).
Acho que esta é a questão que mais recebemos sobre La palma. Os dois! Um sem o outro não permitiria estabelecer estas comparações tão importantes para percebermos o mundo. Visitar vulcões é algo que não se coaduna com rankings de beleza e isso para nós tem ficado claro ao longo do tempo. Todos são experiências incríveis e enriquecedoras, do ponto de vista da aprendizagem. Mas todos são uma questão de oportunidade. E La Palma foi uma excelente oportunidade de ver a força do mundo.
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