Praga é a capital da República Checa, a maior cidade do país e também a sua maior atracção turística, conhecida como “Cidade das 100 Espirais” ou “Cidade Dourada”, cujo centro histórico é património da UNESCO. Uma das cidades históricas do Velho Continente, Praga é uma cidade magnífica, cheia de História e histórias, com uma arquitectura belíssima, numa simbiose entre o tradicional e o moderno, e um conjunto variado de atractivos que mantêm os visitantes ocupados durante dias. Além disso, Praga tem uma vida cultural vibrante, alimentada por uma população jovem e uma grande comunidade de estudantes e trabalhadores estrangeiros.
CONTEÚDOS DO ARTIGO
Visitar Praga é, assim, algo cada vez mais procurado não só por europeus, mas também por americanos (norte-americanos, mas também sul-americanos, entre os quais muitos brasileiros) e asiáticos. E não é por acaso! Praga é uma das cidades europeias mais interessantes de ser visitada, projectando a República Checa, uma nação recente, para as luzes da ribalta e permitindo que o país exiba também outros motivos de interesse. Por tudo, quando tiver oportunidade, não deixe de conhecer Praga. E quase de certeza voltará a Praga!
Praga foi, ao longo dos séculos, uma das cidades europeias mais importantes, tanto a nível político como comercial. E não é difícil perceber o porquê desta importância; basta olhar para um mapa da Europa, Praga fica exactamente no centro, com a Europa Ocidental de um lado e a Europa Oriental do outro, estabelecendo uma ponte entre as duas partes do Velho Continente, sendo ainda hoje conhecida como o “Coração da Europa”.
Embora a ocupação humana na região de Praga se estenda desde o Paleolítico até aos celtas, foi no século VIII que se deu a fundação da cidade que hoje conhecemos como Praga, com a unificação das tribos da região da Boémia pela dinastia premislida. Mas foi só a partir do século XIII que Praga começou a desempenhar um papel político proeminente no panorama europeu, assumindo-se como capital do Reino da Boémia, membro independente do Sacro Império Romano-Germânico. Praga teve o seu auge político no século XIV, tendo sido capital do Sacro Império Romano-Germânico durante o reinado de Carlos IV (1355-1378), nascido em Praga, Rei da Boémia e Imperador do Sacro Império Romano-Germânico, estando este sepultado na Catedral de São Vito. Nessa altura, Praga estava já dividida em Cidade Velha, Cidade Nova e Pequena Cidade, nas duas margens do rio Moldava.
Com as invasões de Napoleão Bonaparte, no início do século XIX, o Sacro Império Romano-Germânico chegaria ao seu fim, mas o Reino da Boémia continuaria a ser a fazer parte do Império Austríaco, a partir de 1805, e do Império Austro-Húngaro, entre 1867 e 1918. No final da I Guerra Mundial, Praga assumiria mais uma vez o papel de capital, desta vez do novo país denominado Checoslováquia, cuja independência seria curta, uma vez que os nazis anexariam o país em 1939, assumindo o nome de “Protectorado da Boémia e Morávia” (sendo que a República Eslovaca não seria invadida, seguindo como “Estado Fantoche” dos Nazis).
Após o fim da II Guerra Mundial, a Checoslováquia tornar-se-ia de novo independente, mas de novo sob a “protecção” de um regime totalitário, desta vez o regime comunista soviético. Tanto no período nazi, como comunista, Praga revelou ser um terreno difícil, com a resistência pela liberdade a tomar proporções internacionais, como por exemplo no atentado, em 1942, a Reinhard Heydrich, o “Reichsprotektor” da Boémia e Morávia, e na famosa “Primavera de Praga” (1968), quando os tanques soviéticos esmagaram com brutalidade manifestações pacíficas contra o regime.
Em 1989, em plena crise política da URSS, deu-se a chamada “Revolução de Veludo” em Praga, culminando com a obtenção da independência da URSS no dia 17 de Novembro. Por três breves anos, a Checoslováquia foi de facto independente, mas em 1993 separa-se finalmente em duas novas nações: a República Checa, com capital em Praga, e a Eslováquia, com capital em Bratislava.
Na encruzilhada entre o Ocidente e o Oriente, Praga é hoje um dos principais destinos turísticos europeus, atraindo visitantes de toda a Europa, da Ásia e da América. Para uns, Praga é uma “exótica” capital da Europa de Leste, com um ambiente claramente diferente da Europa do Sul e Central, e para outros, Praga é uma capital cosmopolita onde os valores ocidentais se misturam com a cultura de leste. Afinal, a Alemanha está do outro lado da fronteira…
Todos os visitantes são atraídos pela arquitectura gótica e barroca da cidade de Praga, com o seu castelo, palácios e igrejas, e as magníficas pontes sobre o rio Moldava, mas são já muitos aqueles que escolhem Praga para viver e trabalhar. Para além da indústria do turismo, as principais empresas tecnológicas e financeiras do mundo têm representação em Praga, fazendo desta um centro comercial europeu, como sempre o foi ao longo da sua história.
Praga é também um verdadeiro centro cultural europeu, com a mais antiga universidade da Europa Central, que ainda hoje atrai uma grande comunidade de estudantes ERASMUS, e uma dinâmica cultural de séculos que passa pela música, astronomia e literatura, sendo que Praga tem o seu nome ligado a figuras como o compositor Antonín Dvorák, o escritor Franz Kafka, os astrónomos Johannes Kepler e Tycho Brahe, e ainda o físico Albert Einstein. Finalmente, Praga é também actualmente uma “party town”, com uma vida nocturna invejável, com alguns dos maiores clubes nocturnos da Europa, e com um movimento constante, de dia e de noite.
Antes de viajar para Praga, deverá planificar com cuidado a sua viagem, especialmente no que toca ao regime de entrada na República Checa. Deixamos aqui as nossas dicas práticas para viajar para Praga e a República Checa.
O clima de Praga é um clima temperado continental, com Invernos muito frios e Verões quentes, mas a precipitação é mais frequente no Verão (Julho é o mês com mais precipitação), por isso no Inverno não há muita neve em Praga (Fevereiro é o mês mais seco do ano). Os meses mais quentes em Praga são entre Maio e Setembro, sendo Julho o mês mais quente, e os meses mais frios entre Novembro e Março, sendo Janeiro o mês mais frio, atingindo-se temperaturas negativas mas com pouca humidade. A melhor altura para visitar Praga será então entre Maio e Outubro, quando a probabilidade de desfrutar de dias soalheiros é maior, mas é possível visitar Praga durante todo o ano. Nós visitámos Praga no início de Outubro e tivemos muita sorte, com direito a alguns dias de sol e céu azul.
O feriado mais importante em Praga é o Dia do Estado Checo, comemorado a 28 de Setembro, dia da independência da Checoslováquia, e que é também o dia de São Venceslau. A 1 de Janeiro, para além de se celebrar o Ano Novo, na República Checa comemora-se o dia da independência da República Checa (1 de Janeiro de 1993). A celebração da Páscoa também tem forte tradição na República Checa e em Praga.
A forma mais usual de chegar a Praga é voar. Nós voámos do Porto para Frankfurt e depois daí para Praga. Praga é servida pelo aeroporto internacional Václav Havel, a menos de 20 km do centro de Praga.
A República Checa faz fronteira com a Alemanha, Polónia, Eslováquia e Áustria, sendo que há autocarros que fazem ligações entre as capitais destes países.
Não é necessário passaporte para entrar na República Checa, basta ter consigo o seu Cartão de Cidadão dentro do prazo de validade.
NOTA PARA VISITAR PRAGA: Se tiver algum problema para o qual necessite de ajuda oficial, existe representação diplomática portuguesa permanente em Praga. Pode consultar aqui os contactos, horário de funcionamento e localização da Embaixada de Portugal na República Checa.
Praga é uma cidade segura, mesmo à noite, mas um azar pode sempre acontecer. Para além disso, nesta fase pandémica, é sempre melhor prevenir do que remediar e levar consigo um seguro de viagem. A IATI tem seguros com cobertura mundial e ideais para viajar em países como a República Checa e Praga. Os seguros da IATI têm cobertura em caso de contágio por Covid-19, cobrindo despesas como exames médicos, transporte sanitário, assistência médica, hospitalização, quarentena obrigatória e repatriação (com cobertura opcional de cancelamento em caso de resultado positivo para COVID-19 em Portugal, do próprio segurado, pais ou filhos, se isto impede iniciar a viagem na data prevista).
A moeda nacional na República Checa é a Coroa Checa (CZK). Quando visitámos Praga, 1 euro equivalia a 25 coroas checas. (Pode consultar aqui a taxa de conversão actualizada). O sistema de caixas automáticas está bem implementado em Praga, por isso é fácil levantar dinheiro na moeda local, mas a maior parte dos pagamento pode fazê-lo com cartão de débito ou crédito.
Encomende aqui o seu cartão Wise e deixe de pagar comissões em levantamentos no estrangeiro.
Quando chegar ao aeroporto de Praga, terá de se deslocar até ao centro de Praga. A viagem é curta, e pode fazê-la em autocarro, que liga por exemplo com a Estação Central de Praga. No entanto, se quiser um transporte até ao seu hotel em Praga, a melhor forma é contratar um transporte particular ou partilhado desde o aeroporto.
Reserve aqui o seu Transporte Particular do Aeroporto de Praga, ou o seu Transporte Partilhado do Aeroporto de Praga.
A melhor forma de se deslocar em Praga é andar a pé, pois o centro da cidade é facilmente explorável dessa forma. No entanto, Praga tem um excelente sistema de transportes públicos, como os autocarros e trams, ou, para deslocações mais específicas, os táxis (Pode encontrar aqui informações sobre o sistema de transportes em Praga). No centro de Praga, pode também usar a opção sempre fiável e útil do autocarro hop-on hop-off.
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Nós ficámos alojados em Praga, mesmo no centro, no Hotel U Zlateho Stromu, uma boa opção de alojamento, principalmente devido à sua localização, muito perto da Praça da Cidade Velha e a poucos passos da Ponte Carlos. Está localizado num edifício histórico de Praga, ao lado da casa onde o astrónomo Johannes Kepler viveu, e os quartos são confortáveis. O pequeno-almoço é que é exageradamente caro, por isso tomámos sempre o pequeno-almoço fora. No entanto, Praga oferece um extraordinário leque de escolhas quanto a alojamento de qualidade, espalhadas pelas diferentes zonas da cidade.
A zona mais popular para dormir em Praga é a Cidade Velha, localizada a leste do Rio Moldava, entre a Ponte Legião e a Ponte Carlos, organizada em torno da Praça da Cidade Velha. Ali encontrará opções acessíveis mas também opções de segmento mais alto. Na mesma margem do rio, a norte da Cidade Velha, acompanhando a curva do Rio Moldava, encontra-se o Bairro Judeu, uma zona mais cara e com opções de alojamento mais exclusivas. Algumas excelentes opções de alojamento na Cidade Velha e Bairro Judeu de Praga são:
Outra zona também popular e com excelentes opções de alojamento em Praga é a Cidade Nova, a sul da Ponte Legião e da Cidade Velha, mas a uma distância acessível até a pé. Ali encontrará alojamentos mais modernos e com arquitectura original. Algumas excelentes opções de alojamento na Cidade Nova de Praga são:
Do lado ocidental do Rio Moldava, encontram-se o Bairro do Castelo e Malá Strana, o Pequeno Bairro (Little Quarter), com belas vistas do rio Moldava e da Cidade Velha. Esta zona tem algumas opções de alojamento, principalmente no segmento médio-alto. Algumas excelentes opções de alojamento no Bairro do Castelo de Praga são:
Nós estivemos em Praga durante três dias, mas recomendamos que dedique pelo menos quatro dias a explorar as atracções de Praga. Não tivemos por isso tempo de visitar locais fora da capital da República Checa, no entanto, deixamos também algumas sugestões quanto a isso. Todas as grandes atracções de Praga estão localizadas no centro da cidade.
O centro de Praga é cortado a meio pelo Rio Moldava, sendo que a Cidade Velha (Centro Histórico, Staré Mesto), o Bairro Judeu (Josefov) e a Cidade Nova (Nové Mesto) se encontram na margem direita (oriental) do rio, enquanto o Bairro do Castelo e o Little Quarter (Malá Strana) se encontram na margem esquerda (ocidental) do rio. As duas margens da cidade de Praga são ligadas por várias pontes, sendo que a mais famosa e antiga é a Ponte Carlos (Karluv Most). Ficam então aqui as nossas sugestões para o que ver e fazer quando visitar Praga.
A Cidade Velha de Praga, em conjunto com o seu castelo, é a parte mais antiga de Praga, com uma arquitectura fantástica, resultante da mistura de vários estilos ao longo dos seus séculos de existência. As principais atracções da Cidade Velha de Praga são a Praça da Cidade Velha, a Câmara Municipal de Praga e a sua torre (com o Relógio Astronómico) e a Ponte Carlos em Praga.
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A Ponte Carlos é incontornável em Praga, sendo a ponte mais antiga e bonita da cidade. Data do início do século XV, e tem duas torres nas suas extremidades, sendo que a torre do lado da Cidade Velha é considerada uma das mais belas obras góticas do mundo, completada em 1380. Percorrer esta ponte de uma ponta a outra, e admirar as vistas e as esculturas ao longo da ponte, será uma das experiências que não esquecerá quando visitar Praga.
Se tiver oportunidade, não deixe de subir os 138 degraus no interior da Torre da Ponte de Praga e admire as vistas fabulosas sobre a Ponte Carlos, a Cidade Velha e Malá Strana, do outro lado do rio Moldava em Praga.
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A Praça da Cidade Velha de Praga é o epicentro do centro histórico que é património mundial da UNESCO. É lá que as pessoas se reúnem para uma tour pelo centro histórico de Praga, para um encontro de amigos, para aquela festa especial, ou simplesmente para ver o badalar das horas no relógio da torre da Câmara Municipal de Praga. É uma das maiores e mais belas praças da Europa.
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O edifício da Câmara Municipal de Praga é um dos mais antigos e belos da cidade. Data de 1338, e ocupa agora uma fila de edifícios. A entrada principal tem uma porta de madeira finamente trabalhada em estilo gótico, mas a principal atracção é a Torre, com os seus 70 m de altura, à qual se pode subir para ter belas vistas da cidade, e o Relógio Astronómico de Praga.
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Assistir ao bater das horas do Relógio Astronómico de Praga é um dos rituais ao qual não escapará quando visitar Praga, juntamente com centenas de pessoas, de dia ou de noite. A Câmara Municipal de Praga adquiriu o seu primeiro relógio no início do século XV, e o que podemos hoje admirar data de 1490, com vários restauros. É uma bela peça de arte, para além de uma obra de engenharia. Tem uma parte que representa o Zodíaco, o relógio propriamente dito e, em cima, as janelas onde passam as figuras quando as horas batem. Antes das badaladas, desfilam várias figuras, incluindo um esqueleto e os doze Apóstolos, terminando com um galo. É um espectáculo a não perder em Praga.
A casa “Dum U Minuty”, ou casa “Ao minuto”, é um edifício histórico, do século XV, localizado entre a Praça da Cidade Velha de Praga e a Praça Malé (Malé Namesti), com uma fachada belíssima, e onde o escritor Franz Kafkaviveu entre 1889 e 1896.
O Hotel U Prince é um dos melhores hotéis de Praga (se tiver disponibilidade aloje-se ali) e, como cereja no topo do bolo, tem um terraço de onde se têm vistas fabulosas sobre a Praça da Cidade Velha e a Câmara Municipal, e onde pode tomar o pequeno-almoço, almoçar ou jantar (mesmo não sendo hóspede do hotel). Nós fomos lá tomar o pequeno-almoço e adorámos a comida e as vistas sobre Praga.
Num dos dias em que se levante cedo, não deixe de passar pelo Coffee & Waffles, um restaurante de especialidades de pequeno-almoço, e onde (como o próprio nome indica) o café e os waffles são as estrelas em Praga!
Albert Einstein viveu durante um ano em Praga, em 1911-1912, antes de ser mundialmente famoso pela sua Teoria da Relatividade Geral, mas já com uma posição permanente na universidade alemã de Praga. Enquanto viveu na cidade, um dos lugares preferidos do grande físico foi o Salão da Sra. Berta Fanta, na Praça da Cidade Velha, onde hoje existe uma placa que diz:
“Here in this salon of Mrs Berta Fanta, Albert Einstein, Professor at Prague University in 1911 to 1912, founder of the theory of relativity, Nobel Prize Winner, played the violin and met his friends, famous writers, Max Brod and Franz Kafka.”
Praga é um óptimo local para comprar artesanato típico da República Checa, embora se deva fazer uma prospecção do mercado antes de comprar, de forma a encontrar os melhores preços. Uma das peças que não deverá perder em Praga são as famosas marionetas, que representam bruxas, ogres e outras figuras fantásticas do imaginário da Europa Central.
A Igreja de Nossa Senhora de Týn, também conhecida como a Igreja da Mãe de Deus perante Týn em Praga, data do século XIV e esteve intimamente ligada à história da reforma protestante em Praga. É a igreja mais imponente da Cidade Velha de Praga, dominando o skyline do centro histórico de Praga e destacando-se na Praça da Cidade Velha (embora a fachada da igreja não esteja à face da Praça), com a sua alta fachada e torres.
A praça de Franz Kafka (Náměstí Franze Kafky) foi assim nomeada no ano de 2000 como forma de homenagem ao famoso escritor. Ali em Praga estava a casa onde Kafka nasceu, e embora a casa original já não exista, pode admirar-se uma escultura em honra de Kafka e visitar uma exposição de arte moderna inspirada na sua obra, “World of Franz Kafka“.
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A Praça Malé (Male Namesti) é uma pequena Praça em Praga, perto da Praça da Cidade Velha de Praga. É muito bonita e aconchegante, tendo esplanadas de restaurantes no seu centro. É um bom local para parar e beber um copo.
O trdelník é o doce mais popular na República Checa (embora originário da Roménia) e prová-lo é uma experiência a não perder quando visitar Praga. Tem a forma de um cilindro, feito de massa enrolada em forma de espiral em torno de um espeto que gira sobre brasas do carvão. Quando está pronto para ser servido, é polvilhado com açúcar e canela, e recheado com Nutella, caramelo ou gelado, ou outras combinações. É quase impossível andar no centro de Praga sem deparar com uma loja de trdelník!
O Clementinum é um dos maiores complexos de edifícios históricos na Cidade Velha de Praga, sendo que foi a sede da universidade criada pelos jesuítas no século XVI. Com a expulsão dos jesuítas no século XVIII, tornou-se a Universidade de Praga. Hoje pode visitar-se o complexo, e uma das experiências a não perder é assistir a um concerto de música clássica num dos salões mais bonitos, a Capela dos Espelhos (Mirror Chapel). Nós assistimos aí às “Quatro Estações” de Vivaldi e foi espectacular. Se houver concertos aí quando estiver em Praga, não hesite! Os bilhetes são vendidos à entrada do Clementinum em Praga.
Uma das grandes atracções do Clementinum é a Biblioteca Nacional, que alguns dizem ser a biblioteca mais bonita do mundo! Originalmente a biblioteca da universidade jesuíta de Praga, data de 1722 e alberga mais de 20.000 livros. A sua decoração, com tectos pintados e enormes globos, é realmente impressionante. O interior, infelizmente, não está acessível ao público, sendo só possível espreitar da porta de entrada. Para fãs de bibliotecas e não só! Imperdível em Praga.
Outro local a não perder numa visita ao Clementinum é a Torre Astronómica, de onde se faziam observações do céu e medições meteorológicas. Era dali também que se anunciava o meio dia solar à cidade de Praga. Hoje pode subir-se ao cimo e apreciar-se as vistas espectaculares da cidade de Praga.
Uma das experiências a não perder quando visitar Praga é ficar alojado no centro histórico, num hotel clássico. Há muitas opções, umas mais acessíveis do que outras, mas não é preciso gastar muito dinheiro para se ficar alojado num edifício histórico em Praga. Nós ficámos alojados no Hotel U Zlateho Stromu.
Custa um bocadinho levantar muito cedo, mas se for para assistir ao nascer-do-sol na Ponte Carlos em Praga, vale a pena! O sol nasce portrás dos edifícios do lado da Cidade Velha de Praga e vai iluminando gradualmente a Ponte Carlos e a parte da cidade de Praga do outro lado do rio, o Bairro do Castelo e Mala Strana. Imperdível para quem gosta de fotografia, ou para quem quer apreciar a Ponte Carlos sem as multidões dos dias.
David Černý é um famoso escultor e artista plástico checo, cuja obra se tem envolvido em polémica ao longo das últimas décadas. Ele começou por ser conhecido em 1991, quando pintou um tanque soviético em Praga de cor-de-rosa choque. Na cidade de Praga, há varias obras de Černý na via pública, que podem ser admiradas por todos os que passam. Uma delas é escultura chamada “Embryo“, uma representação de um feto que foi deitado numa sanita e que ficou entalado na canalização. À noite é iluminado e parece que o coração ainda bate!
O Teatro Estatual, em Praga, conhecido como “Stavovské Divadlo” em checo, e “Estates Theatre” em inglês, é uma das referências culturais da cidade de Praga, sendo uma Meca para os amantes de Mozart, pois foi ali que estreou a ópera “Dom Giovanni”, conduzida pelo próprio compositor, a 29 de Outubro de 1787. Nós fomos lá assistir a uma ópera também de Mozart, “A Flauta Mágica” em Praga. Infelizmente, o exterior do magnífico edifício estava entaipado para obras, mas o interior continuava maravilhoso. Foi ali também que se gravaram cenas do já clássico filme “Amadeus“, sobre os últimos anos de vida de Mozart.
Um dos restaurantes a não perder no centro de Praga é o “Pasta Fresca“. Nós fomos lá jantar e experimentámos um delicioso risotto e um magnífico esparguete com gambas e mexilhões. Tudo acompanhado de um belo vinho tinto da casa. A não perder! É aconselhável fazer reserva com antecedência em Praga.
A Torre da Pólvora (Powder Tower ou Powder Gate) de Praga é uma das torres originais da cidade, construída para ser uma das entradas de Praga, e dividindo hoje a Cidade Velha da Cidade Nova de Praga. Data de 1475 e deve o seu nome a ter sido usada como armazém de pólvora no século XVII. É mais uma belíssima obra de arte gótica da cidade de Praga.
Kavarna Obecni Dum é um dos cafés mais bonitos de Praga, no piso térreo de um edifício histórico, e isto não é dizer pouco, uma vez que a cidade tem uma tradição boémia e de cafés de beleza difícil de igualar. Aproveite para tomar um café e saborear uma fatia de bolo, ou então almoce mesmo na sua esplanada de Praga. Não se esqueça é de admirar o fabuloso interior!
Outro restaurante a não perder na Cidade Velha de Praga é a melhor pizzeria da cidade, a “Pizzeria Giovanni“. Pode comer lá ou trazer para casa. Nós fomos lá buscar uma deliciosa pizza “Giovanni” (com presunto, queijo gorgonzola e rúcula), em take-away, após um concerto no Teatro Nacional e comemos na Ponte Carlos em Praga.
Tal como muitas outras cidades da Europa de Leste, Praga tem uma longa tradição de comunidades judaicas a viver na cidade. O Bairro Judeu actual, a norte da Cidade Velha de Praga, é o que restou de uma grande comunidade que vivia em Praga já desde a Idade Média. A convivência entre os judeus e a restante população nem sempre foi pacífica, e houve mesmo alturas em que os judeus eram fortemente descriminados, sendo obrigados inclusive a usar roupa marcada (à semelhança do que aconteceria no período nazi no século XX). O Bairro Judeu também é conhecido como Josefov, em honra do rei José II, que legislou contra a descriminação. No final do século XIX, o Bairro Judeu foi arrasado, por razões sanitárias, mas alguns dos monumentos e edifícios mais importantes sobreviveram. Hoje, pode visitar-se o Bairro Judeu, e há um bilhete conjunto que dá acesso às principais atracções, geridas pelo Jewish Museum de Praga.
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Embora a Sinagoga Pinkas tenha uma história longa que vai até ao século XV, esta sofreu muitas reconstruções, e actualmente é um símbolo da memória do Holocausto na República Checa. Nas paredes do seu interior, estão escritos os nomes de mais de 75 mil judeus que foram deportados (primeiro para o Campo de Concentração de Terezín, a poucos quilómetros de Praga, e depois para um campo de extermínio na Polónia) e assassinados.
No primeiro andar, também existe uma exposição com desenhos feitos por crianças que passaram pelo Campo de Concentração de Terezín. É um monumento comovente e que merece reflexão.
Fundado no século XV, este cemitério foi durante séculos o único local onde era permitido os judeus enterrarem os seus mortos. O espaço (que manteve seu tamanho desde os tempos medievais) era claramente exíguo para as necessidades, e os cadáveres eram enterrados uns por cima dos outros.
Deixou de ser usado há mais de 200 anos, mas as milhares de lápides amontoadas (diz-se que são mais de 12.000!), algumas ricamente esculpidas, e o silêncio sepulcral do local fazem deste uma visita memorável em Praga.
A Sinagoga Klausen actual data do final do século XVII e tem um interior bastante bonito, no estilo barroco. No seu interior, pode admirar uma colecção de manuscritos e de objectos cerimoniais judaicos. Fica ao lado da saída do Antigo Cemitério Judeu.
Ao lado da Sinagoga Klausen, fica o Salão Cerimonial da “Jewish Burial Society”, num edifício que parece um pequeno Castelo, e que contém uma exposição.
A Old New Synagogue (em checo, Staronová synagoga) é uma das principais atracções do Bairro Judeu. É simplesmente a sinagoga activa mais antiga da Europa, datando de 1270, e construída já em estilo gótico. O seu interior é caracterizado por uma disposição em duas naves. No centro está uma “Bandeira Judaica”. Há uma lenda que diz que o Rabi Loew da Sinagoga criou uma forma de vida a partir de lama, chamado “golem”, que ter-se-á revoltado contra o seu criador. A lenda diz que o corpo deste continua guardado no sótão da sinagoga.
Em Praga há muitas estátuas, de diferentes artistas, em honra do escritor Franz Kafka e sua obra. Junto à Sinagoga Espanhola, encontra-se uma escultura do artista checo Jaroslav Rona, de 2003, representando uma personagem de uma história de Franz Kafka, “Descrição de uma luta”, um homem que caminha em cima dos ombros de outro pelas ruas de Praga.
Reserve aqui o seu lugar numa excursão de 2,5h de Praga através dos olhos de Franz Kafka
A Sinagoga Espanhola é, provavelmente, a sinagoga mais bonita de Praga. É uma das mais recentes, tendo sido construída no século XIX, no local onde existia a sinagoga mais antiga de Praga, que foi demolida em 1867. A Sinagoga Espanhola (como o próprio nome indica) foi construída num estilo mourisco revivalista e tem um interior maravilhoso, onde há uma exposição sobre a história judaica em Praga.
Nós não tivemos tempo de visitar o interior desta sinagoga, mas a Sinagoga Maisel também merece uma visita, sendo uma sinagoga histórica do século XVI (embora o edifício actual seja recente) e contenha no seu interior uma colecção de obras em prata.
O Rudolfinum é a sede da Orquestra Filarmónica Checa (mas também já foi sede do parlamento checo), e é um local maravilhoso para ir ver um concerto, mas não tivemos essa oportunidade. Lá dentro, a sala Dvořák (com o nome de um famoso compositor checo) é uma maravilha da arquitectura, mas o exterior não lhe fica atrás. O imponente e belo edifício domina a zona ribeirinha da Cdade Velha e vale a pena ver mesmo que seja só por fora.
Espalhadas um pouco pelo Bairro Judeu e pela Cidade Velha, as “Pedras de Tropeço” (“Stumbling Stones”) de Praga são pequenas placas de latão colocadas nos passeios, localizadas em frente à última morada livre de pessoas que foram deportadas e mortas pelos nazis. Não se referem apenas a judeus, uma vez que os nazis perseguiram também ciganos, homossexuais, maçons, opositores políticos, e pessoas com deficiência mental. Cada placa tem o nome da pessoa e as datas e locais de nascimento, deportação e morte. Curiosamente, este tipo de placas constitui um projecto (em alemão, “Stolpersteine“) que está presente em mais de duas dezenas de cidade europeias, totalizando mais de 70.000 placas instaladas, sendo o maior memorial à II Guerra Mundial.
A Cidade Nova foi fundada em 1348 pelo rei Carlos IV e foi planeada para ser um centro comercial, organizada em torno de três grandes mercados. Hoje, continua a ser uma zona mais moderna e comercial da cidade, onde encontrará edifícios clássicos mas também arquitectura moderna.
A Praça Venceslau (Wenceslas) é o centro da Cidade Nova, e é mais parecida com uma boulevard, imponente pelo seu tamanho (tem 750 m de comprimento) e importante pela sua localização e pelos edifícios que a rodeiam, na sua maior parte restaurantes e lojas. Deve o seu nome ao santo padroeiro nacional, um dos primeiros governantes da dinastia premislida, Venceslau I, que construiu a primeira Catedral de São Vito e foi morto pelo próprio irmão, e mais tarde canonizado como São Venceslau. Numa das extremidades da Praça Venceslau encontra-se o Museu Nacional.
A rua Na příkopě (literalmente “no fosso”) corre onde era o fosso que separava a Cidade Velha da Cidade Nova (que enchia com água do rio Moldava e transformava a Cidade Velha efectivamente numa ilha). Hoje é a principal rua comercial de Praga, com rendas das mais caras do mundo. Quando visitar Praga, junte-se às multidões, percorra Na příkopě e quase de certeza encontrará alguma coisa que quererá comprar.
Aberto em 1902, o Café Louvre é um dos mais famosos em Praga. Vale a pena subir ao primeiro andar, onde poderá desfrutar de um ambiente histórico e estar no mesmo espaço que foi frequentado por figuras célebres como Franz Kafka e Albert Einstein.
O Teatro Nacional (em checo, “narodni-divadlo”) é uma instituição de orgulho nacional e o seu edifício domina a zona ribeirinha da Cidade Nova. Teve uma história cheia de peripécias, mesmo antes de ser oficialmente inaugurado, tendo sofrido um enorme incêndio que foi considerado uma catástrofe nacional. Retomadas as obras, foi oficialmente inaugurado em 1883.
Em 1983, 100 anos depois da inauguração do edifício clássico do Teatro Nacional, Praga viu ser inaugurado um edifício moderno que se tornou o palco por excelência dos espectáculos culturais na cidade. Vale a pena admirar a sua arquitectura, nem que seja só o exterior.
Para os amantes de cerveja (em checo, “pivo”), Praga é um dos destinos internacionais a não perder, sendo a capital do país onde se consome mais cerveja per capita. Mesmo não sendo fã de cerveja (como nós), não pode deixar passar a oportunidade de experimentar uma pilsner dourada. Na zdraví!
Se é fã de cerveja, não perca uma Excursão de 3 horas às cervejarias mais famosas de Praga ou Reserve o seu bilhete para o Museu da Cerveja Checa com Degustação.
A Casa Dançante (Dancing House) é um dos edifícios modernos (1996) com uma arquitectura mais singular e bela, criado pelo arquitecto checo Vlado Milunić, em colaboração com o arquitecto americano Frank Gehry. A sua silhueta ondulante tem um efeito quase hipnótico, assemelhando-se a dois bailarinos, e Gehry chegou a nomeá-lo “Fred and Ginger” (em honra a Fred Astaire e Ginger Rogers). Melhor do que admirar a arquitectura a partir do exterior, só mesmo ficar alojado no hotel!
Reserve aqui o seu quarto no Dancing House – Tančící dům Hotel.
No topo da Dancing House, pode aceder ao Glass Bar (mesmo não sendo hóspede do hotel), onde as bebidas vêm com algumas das melhores vistas da cidade de Praga. É também palco de eventos especiais. Beber a sua bebida preferida com vistas para o rio Moldava é uma experiência a não perder quando visitar Praga.
Os gregos Cirilo e Metódio (mais tarde canonizados) levaram o cristianismo para a Morávia em 863 e baptizaram os primeiros governantes da dinastia Premislida, incluinda Ludmila, a avó de São Venceslau. Mas a história da Igreja de São Cirilo e Metódio, em Praga, é mais recente, estando relacionada com a resistência checa à ocupação nazi. Foi em Praga que Reinhard Heydrich, aquele que o próprio Hitler chamava de “homem de coração de ferro”, sofreu um atentado (“Operação Antropóide”) a 27 de Maio de 1942, que levou à sua morte dias mais tarde. A vingança nazi não se fez esperar, levando à destruição de várias aldeias e à perseguição dos responsáveis, cujos sete sobreviventes fizeram da cripta desta igreja o seu último refúgio. Ali pode visitar o “Monumento Nacional para os Heróis do terror de Heydrich”.
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Albert Einstein deu aulas na Universidade Alemã em Praga em 1911-1912 e foi ali que deu passos consideráveis rumo à sua Teoria da Relatividade Geral (1915), que mais tarde o tornaria mundialmente famoso. O Instituto de Física onde Einstein deu aulas (para além do Clementinum) era num edifício que hoje alberga o “Museu do Homem” de Praga. Na entrada há uma placa que recorda a presença de Einstein na instituição. O museu só pode ser visitado mediante marcação prévia.
O Museu Nacional é um dos edifícios mais imponentes de Praga e é uma instituição cultural da cidade, tendo sido construído entre 1885 e 1891. O seu foco são as ciências naturais, e esteve fechado entre 2011 e 2018 para obras de restauro. Um novo edifício ao lado, a antiga Bolsa de Valores de Praga, alberga agora a História do Século XX e é ligado ao edifício histórico por um túnel.
Perto do Museu Nacional, outro edifício imponente alberga a Ópera Estatal de Praga, que data de 1888, quando foi fundada como Novo Teatro Alemão. Agora faz parte do complexo institucional do Teatro Nacional e é um palco privilegiado para assistir a uma ópera em Praga.
Uma das coisas que não deve perder quando visitar Praga é experimentar comida tradicional checa. Um dos pratos mais típicos é Staroceska Selska Panev, uma espécie de tábua de carnes tradicional boémia. Enfarta um pouco pois tem muitos farináceos, mas vale a pena experimentar (de preferência, partilhando!).
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O Café Slavia é outro dos cafés históricos de Praga. Localizado em frente ao Teatro Nacional, este café é outro dos locais que não deve perder se gosta de ambientes históricos. Aberto em 1884, foi sempre um local privilegiado de encontro de escritores e outros intelectuais, entre os quais Václav Havel, o primeiro presidente da República Checa.
O túnel pedonal que liga os bairros de Žižkov e Karlín foi construído nos anos 50 do século passado, no auge da Guerra Fria. Para além de ser um túnel longo e em curva (que aumenta a sensação de comprimento), este encerra alguns “segredos” da Guerra Fria. No subsolo do túnel, com acesso através de portas ao longo do túnel, encontram-se um abrigo atómico que se manteve operacional até aos anos 90, instalações para um hospital de emergência, uma morgue para situações de emergência e ainda um mini acelerador de partículas (ainda em funcionamento, operado por físicos do Instituto Nuclear). Apesar de estas curiosidades não estarem abertas ao público, vale a pena passar pelo Túnel Žižkov. Pode ser que alguma porta esteja aberta!
A Torre de TV de Praga é um dos edifícios que domina o skyline da cidade. Foi construída nos anos 80 do século passado e hoje é uma das atracções turísticas da cidade, uma vez que lá funciona um observatório, de onde se têm vistas fabulosas sobre a cidade, e dois restaurantes. Nós só tivemos tempo de ver por fora, de onde se pode admirar mais uma obra de David
O Bairro do Castelo (Hradčany) foi onde a cidade de Praga nasceu, pois o castelo era a sede de poder dos duques da Boémia a partir do século VIII. Foi sempre independente até 1784, quando os quatro bairros se constituíram como a cidade de Praga. Malá Strana (a “Cidade Inferior”) foi fundada em 1257 e destinava-se inicialmente à população de ascendência alemã. Hoje, a margem esquerda (oriental) do rio Moldava continua a ser uma parte importante da cidade de Praga, sendo que o Bairro do Castelo agrega algumas das principais atracções turísticas da cidade.
A Ponte Carlos, de 1357, é um dos locais mais bonitos de Praga e para isso também contribuem as estátuas que a ladeiam, que representam figuras históricas e religiosas importantes para a cidade de Praga. Apesar de muitas delas serem cópias (as originais estão guardadas no Museu Nacional), a verdade é que a sua beleza e graciosidade acrescenta a uma ponte que já é por si uma obra de arte.
O rio Moldava é ele próprio uma das principais atracções da cidade de Praga, e uma das actividades a não perder quando visitar Praga é fazer um passeio de barco ou caiaque no rio, e apreciar as vistas de ambas as margens.
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Toda a cidade de Praga é lindíssima, mas uma das melhores paisagens que terá em Praga é a da zona ribeirinha, de ambas as margens. As pontes, os edifícios ao longo das margens e o espelho de água do rio Moldava fazem um conjunto de beleza difícil de bater, por isso não deixe de dar um passeio na zona ribeirinha de Praga, passando a pé pelas suas pontes e até explorando as suas ilhas.
A ilha Slovansky é uma das ilhas que vale a pena explorar no rio Moldava em Praga. É dominada pelo palácio Žofín, em estilo neo-renascentista, e lá poderá alugar barcos a remos ou gaivotas para dar uma volta no rio.
A ilha Strelecky é um lugar maravilhoso para dar um passeio ao final da tarde e apreciar a zona ribeirinha de Praga. A Ponta da Legião (Most Legií) atravessa-a, por isso é fácil chegar lá. Depois é só escolher um local para se sentar e sentir a vida de Praga a desfilar perante os seus olhos.
No extremo oriental da Ponte Carlos, encontrará, não uma, mas duas torres. Uma é a Torre Malá Straa, que pertence à Ponte Carlos e que rivaliza com a Torre da Cidade Velha. Pode também subir para apreciar as vistas. Ao lado, encontra-se outra torre, mais pequena mas mais antiga, que pertencia a uma ponte mais antiga, a Ponte Judite, destruída por cheias em 1342.
A ilha de Kampa é uma curiosidade na cidade Praga. É um pedaço de terra separado de Malá Strana por um canal artificial, que foi criado para alimentar moinhos (que já não existem) e mandado construir pela Ordem dos Cavaleiros de Malta. A Ponte Carlos atravessa a ponta norte da ilha de Kampa.
Nós não tivemos tempo, mas aconselhamos visitar o Museu Kafka, onde poderá ver algumas primeiras edições do grande escritor, assim como cartas e desenhos pessoais.
A Igreja de São Nicolau é fruto do trabalho de três gerações de arquitectos da mesma família, num trabalho que durou de 1703 até 1761. O seu interior é sumptuoso, sendo de destacar o fresco da cúpula e o órgão de tubos, tocado por Mozart em 1787 (o órgão estava em obras de restauro quando visitámos Praga).
A Rua Nerudova (cujo nome se deve ao jornalista e escritor checo Jan Neruda) é uma rua que liga o Bairro do Castelo à Ponte Carlos. Hotéis, galerias e lojas fazem com que seja uma rua popular para percorrer e admirar a arquitectura.
Malá Strana e o Bairro do Castelo têm alguns miradouros de onde terá vistas privilegiadas sobre a Cidade Velha. Enquanto percorre a pé esta parte da cidade de Praga, não se esqueça de ir parando e olhando na direcção da Cidade Velha.
O Mosteiro Strahov é uma verdadeira instituição na cidade de Praga. Fundado no século XII, o poder religioso nele sediado rivaliza com o poder político. Depois de um incêndio no século XIII, foi reconstruído em estilo gótico. Depois de muitas peripécias, e escapando à dissolução das ordens religiosas, o mosteiro continua a estar hoje em funcionamento. Os visitantes são atraídos por uma das mais belas bibliotecas do mundo, a Biblioteca Strahov, no Salão de Teologia (século XVII) e de Filosofia (século XVIII), visita obigatória em Praga.
O salão de Filosofia foi construído no final do século XVIII, acrescentando espaço de arrumação ao mosteiro. Impressiona pelo seu tamanho (tem 32 m de comprimento e 22 m de largura e 14 m de altura) e tem um monumental fresco no tecto. Tem dois andares e alberga cerca de 42.000 volumes. Inicialmente interdito a mulheres, uma das mais famosas visitantes foi Marie Louise, mulher de Napoleão Bonaparte.
Mais pequeno, o Salão de Teologia foi construído em 1671-1679, em estilo barroco, com evidente influência italiana. Uma das novidades introduzidas na altura foi a arrumação dos livros na vertical, ao contrário do que era costume nos estilos românico e gótico. O tecto tem frescos maravilhosos do século XVIII e o salão é decorado com bonitos globos terrestres e astronómicos. O Salão de Teologia alberga cerca de 18.000 volumes.
Depois de visitarmos o Mosteiro de Strahov, aproveitámos para almoçar na Cervejaria do Mosteiro Strahov, num pequeno restaurante com comida deliciosa. Experimentámos as costelinhas assadas e a melhor sopa de cebola que já provámos. Recomendamos vivamente quando visitar Praga!
O Santuário de Loreta é um dos principais locais religiosos da República Checa. Foi fundado no século XVII, após a derrota dos protestantes, como sendo uma cópia da Basílica della Santa Casa, em Loreto (Itália), que se diz conter a casa original da Virgem Maria. No interior, encontram-se o Tesouro de Loreta, a Santa Casa e a Igreja da Natividade, mas vale a pena passar nem que seja apenas para admirar bela entrada principal, em estilo barroco.
A Praça Hradcany é uma das praças mais bonitas de Praga, rodada de palácios e edifícios históricos. Antes ou depois de visitar o Castelo de Praga, é de passagem obrigatória. No seu centro, encontra-se uma bonita estátua de São Venceslau.
O Palácio Toskansky domina a face ocidental da Praça Hradcany. É um edifício histórico com 400 anos e alberga hoje o Ministério dos Negócios Estrangeiros.
Fundada em 1796, a National Gallery é uma das galerias de arte públicas mais antigas do mundo e um dos maiores museus da Europa Central. As colecções de arte estão distribuídas por vários edifícios históricos, alguns deles palácios. Uma das colecções mais importante é designada por “Old Masters” e encontra-se no Palácio Schwarzenberg, cujo edifício por si só justifica uma visita, em estilo renascentista e uma decoração exterior (do século XIX) em técnica sgraffito.
O Castelo de Praga foi construído no alto de uma colina, com vistas imponentes sobre o terreno do que viria a ser a cidade de Praga. A subida custa um bocadinho, mas não se esqueça de se deleitar com as vistas da Cidade Velha de Praga, o rio Moldava e Malá Strana.
O Castelo de Praga foi fundado no século IX e reconstruído várias vezes, por exemplo no reinado de Carlos IV e após um incêndio no século XVI. Após 1918, tornou-se a sede da Presidência da Checoslováquia e República Checa. Hoje é uma das grandes atracções turísticas da cidade de Praga e o bilhete conjunto engloba uma série de edifícios históricos e religiosos.
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A Catedral de São Vito é um dos lugares a não perder quando visitar Praga. Os trabalhos na catedral começaram no século XIV, mas esta revelou-se um trabalho contínuo ao longo de séculos, e mesmo nos séculos XIX e XX foram feitos acrescentos importantes. No seu interior destaca-se a Capela de São Venceslau e o túmulo de São João Nepomuceno. No exterior, destaca-se o Portal Dourado (que até ao século XIX era a entrada principal da catedral), com um magnífico mosaico por cima.
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Sede dos duques da Boémia desde o século XI, o Old Royal Palace é na realidade uma mistura de construções de diferentes épocas, literalmente umas por cima das outras. O Salão Vladislav, no estilo gótico do século XV, é a grande atracção do palácio.
A Basílica de São Jorge é a igreja mais antiga no complexo do Castelo de Praga e mantém o seu estilo românico, com um interior simples e austero, muito longe dos excessos dos estilos barroco e rococó. Foi consagrada em 921, num projecto completado por Venceslau I, e teve um papel proeminente no crescimento do Cristianismo na Boémia. Para além da sua bela fachada, pode admirar no seu interior alguns dos túmulos da dinastia premislida, que fundou Praga.
A Golden Lane é uma rua do século XVI onde as pequenas casas tradicionais foram mantidas de forma a podermos ter uma ideia do que era morar em Praga antigamente. A rua era habitada por artesãos, ourives e até alquimistas. O interior das casas foi recriado com objectos do início do século XX. Particularmente curiosa é a casa (a mais “rica” da rua) de uma vidente, que acabou presa e morta pelos nazis. Também se pode ver algumas exposições de objectos históricos.
Depois de percorrer a Golden Lane, terá acesso à Black Tower (também conhecida como Torre Dalibor), uma torre cujo nome já adivinha uma história sombria. Data do século XII e fazia parte das fortificações da cidade de Praga, e serviu como prisão e câmara de tortura. Lá dentro ainda se podem observar alguns instrumentos de tortura, incluindo as jaulas de corpo inteiro.
Letná é uma colina sobranceira ao rio Moldava e localizada na curva do rio, de frente para o Bairro Judeu e no alinhamento das várias pontes sobre o rio. Há vários miradouros para apreciar as vistas, mas um dos melhores é no Miradouro de Santa Bárbara.
Na colina de Letná, o Hanavský Pavilion, construído para a Exposição do Jubileu em 1891, alberga hoje um restaurante com uma das melhores vistas de Praga, num alinhamento quase perfeito com o rio Moldava e as suas pontes. Nós passámos ali um final de tarde a beber um copo de vinho aquecido. Inesquecível!
Numa das noites que passámos em Praga, resolvemos jantar em plena Ponte Carlos. Trouxemos uma garrafa de vinho do aeroporto do Porto, fomos buscar comida a um restaurante em Praga e comemos encostados a uma das esculturas da Ponte Carlos, com o rio Moldava e as duas margens da cidade de Praga como companhia. O restaurante com melhor localização de Praga!
Fora do centro de Praga existem várias pontos de interesse que merecem ser explorados. Infelizmente, nós não tivemos tempo de o fazer, mas deixamos aqui algumas sugestões que valerão a pena, se tiver um tempo extra em Praga.
O Castelo Karlstein (em checo, “Karlštejn”) é um castelo em estilo gótico mandado construir pelo rei Carlos IV em 1348. Era o lugar onde se guardavam as jóias da coroa da Boémia e hoje é uma das grandes atracções turísticas da República Checa, sendo uma visita interessante de fazer quando estiver em Praga.
O campo de concentração de Terezín foi criado pelos nazis, em 1941, inicialmente como gueto judaico, aproveitando a fortaleza de Theresienstadt, do século XVIII, perto de Praga. Era publicitado pelos nazis como um “gueto de luxo”, mas a verdade é que, dos mais de 150.000 judeus para aí deslocados (incluindo mais de 15.000 crianças), dezenas de milhares morreram de doença e mal-nutrição e os restantes foram posteriormente deportados para os campos de extermínio de Auschwitz e Treblinka, sobrevivendo apenas algumas centenas. Hoje é um local privilegiado para se visitar e reflectir sobre a história recente do continente europeu.
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Český Krumlov é uma cidade localizada na Boémia do Sul, a cerca de 170 km de Praga. Esta cidade é considerada um tesouro medieval, datando do século XIII, e o seu centro histórico foi classificado como património mundial da UNESCO em 1992. Se puder, não deixe de visitar quando estiver em Praga.
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Filipa says:
Olá!
Quantos dias estiveram em Praga? Para visitar tudo o que mencionaram quantos dias precisaram?
Já fui lá mas estive só dois dias e ficou muito por ver =(
JJpcOSTA says:
Acabei de visitar Praga (Fevereiro 2022) e após ter visto as vossas dicas e imagens, confirma se mesmo ser uma cidade linda e cheia de história. Aliás muito barata em termos económicos e moderna. Tem um senão; a língua inglesa estar pouco enraizada na cultura checa e isso atrapalha um pouco o turista. Tem muito pouca informação que não seja o Checo, mesmo nos sítios mais turísticos, mas tirando isso AMEI!!!!!!
Carla Mota says:
Muito obrigada pelo comentário e pela partilha, muito útil para quem quer visitar Praga. Ainda bem que gostastes.
Andreia says:
Obrigada pelas dicas! Estamos a pensar visitar Praga nas férias do Carnaval, mas gostaríamos de visitar uma outra cidade europeia antes ou depois de Praga. Recomendam alguma que tenha ligação de comboio?
Carla Mota says:
Recomendo muito Budapeste ou Viena, são óptimas opções para visitar desde Praga.
Marcela says:
Tenho muita vontade de conhecer Praga! Amei seu blog e suas dicas, vou usar para planejar minha viagem. Obrigada por compartilhar
Carla Mota says:
Obrigada, Marcela. Praga é uma cidade maravilhosa para visitar.
Suriàn says:
Acho que não tem quem não se apaixone por Praga né?! Ela está na minha lista de lugares para visitar. Fiquei encantada com as fotos lindas que vcs tiraram! ?
Carla Mota says:
Verdade. Visitar Praga é mesmo maravilhoso.
Ruthia Portelinha says:
Praga é uma das minhas cidades europeias favoritas e as vossas fotos (que românticas) fazem-lhe justiça. Saudades!
Carla Mota says:
É uma cidade linda mesmo. Para nós é a cidade mais bela da Europa de Leste. Uma jóia.
Cloe Miranda says:
Amei todas as fotos desse post, deu pra ter um gostinho de como é conhecer Praga.
Gostei muito das suas dicas, elas me deram uma vontade imensa de conhecer tudo por lá!
Muito encantadora!
Carla Mota says:
Obrigada, Cloe. Você vai adorar Praga.
Fabíola says:
Já fiquei encantada com o relógio astronômico e o concerto que deve ter sino maravilhoso. Com esse roteiro super completo, já quero passar uns bons dias descobrindo Praga, na República Checa.
Carla Mota says:
Visitar Praga é maravilhoso! É linda demais mesmo.