As levadas da Madeira são uma das características mais geográficas e características da ilha. Quando visitar a Madeira terá, obrigatoriamente, que fazer a pé uma das levadas da Madeira, um trilho, pelos antigos caminhos que levavam a água da parte norte para a parte sul da ilha. Descubra connosco as mais bonitas levadas da Madeira.
Veja aqui as nossas dicas para viajar na Madeira e conhecer as levadas da Madeira.
CONTEÚDOS DO ARTIGO
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A escolha de uma das levadas da Madeira adequada à condição física do individuo é importante para desfrutar da natureza e fazer as levadas da Madeira. A levada dos Balcões é uma das boas levadas da Madeira para começar porque é uma levada curta, sempre plana e de dificuldade baixa, mas com o mais belo que levadas da Madeira tem a oferecer.
As levadas da Madeira transportam a água, que escorre das mais altas montanhas da ilha da Madeira, para o regadio dos terrenos agrícolas, e o seu desnível é sempre pouco acentuado. Estas levadas da Madeira hoje foram aproveitadas do ponto de vista turístico.
Uma das levadas da Madeira mais fáceis de fazer, mais bonitas e mais curtas é a Levada dos Balcões (com apenas 1,5 km para cada lado, perfazendo um total de 3 km). Esta levada situa-se no concelho de Santana e é uma das Um artigo para o ajudar a preparar uma visita às levadas da Madeira facilmente acessível de carro.
Não é uma das levadas da Madeira mas este é um dos mais belos trilhos da Madeira, unindo os três picos mais altos da ilha. O trilho que liga o Pico do Areeiro (1818 m) ao Pico Ruivo (1862 m), o ponto mais alto da ilha da Madeira, tem 7 km de comprimento, com duração estimada de 4 horas. Este trilho não é uma das levadas da Madeira mas uma vereda.
Apesar de a diferença entre a altitude máxima e mínima atingidas durante o percurso ser 320 m, a verdade é que o desnível acumulado durante o percurso é muito maior, pois o trilho é sempre a subir e a descer, por vezes com declives muito acentuados.
Para além dos dois picos, o trilho passa ainda pelo Pico das Torres (1853 m), o terceiro mais alto da ilha. A paisagem, vista do Pico do Areeiro, é estonteante, mas começando o percurso, melhora ainda mais.
Um dos pontos de interesse na parte inicial do percurso é o miradouro do Ninho da Manta, de onde se têm vistas espectaculares dos picos.
As encostas ali são vertiginosas (e é por isso que também não há ali levadas da Madeira), por vezes de ambos os lados do trilho, mas os corrimões de aço, presentes nos troços mais perigosos, dão mais segurança aos caminhantes mais susceptíveis às vertigens. Ao longo do percurso, cruzam-se túneis escavados na rocha vulcânica.
O percurso pode ser feito ida e volta, totalizando 14 km em cerca de 8 horas.
Pode ver mais sobre este trilho nas levadas da Madeira no artigo que escrevemos aqui no blogue.
DICAS: O percurso pode ser feito só num sentido, mas depois do Pico Ruivo terá que seguir em direcção à Achada do Teixeira (1592 m), caminhando mais 2,8 km, onde poderá chamar um táxi de Santana por telemóvel. É imprescindível levar bastão de caminhada.
Uma das levadas da Madeira de dificuldade média por uma paisagem verdejante, com paisagens deslumbrantes marcadas por quedas de água e acesso a uma caldeira vulcânica. Esta é uma das levadas da Madeira impressionante obra do século XVIII, e tem início no leito principal da Ribeira do Caldeirão Verde.
Ao longo do percurso desta que é uma das mais belas levadas da Madeira, a levada atravessa escarpas vertiginosas, mas nos sítios mais verticais existem sempre corrimões de aço que permitem maior segurança. Transversalmente à levada, os precipícios são muitos, sendo que, a maior parte das vezes, a densa vegetação não deixa o caminhante ter noção real das alturas envolvidas.
Quando a vegetação é mais dispersa, tem-se vistas espectaculares das montanhas do interior da ilha e de outras levadas da Madeira. O lago do Caldeirão Verde é formado pela água que cai verticalmente de uma queda de água com cerca de 100 m de altura. O trilho da Levada do Caldeirão Verde tem cerca de 6,5 km, e tem início no Parque Florestal das Queimadas, em Santana. A volta é feita pelo mesmo caminho, logo o percurso total até ao Caldeirão Verde tem cerca de 13 km de extensão. Esta é uma das mais belas levadas da Madeira.
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Este trilho tem uma duração estimada de 4 a 5 horas. Para os mais bem preparados, uma excelente opção é combinar duas levadas da Madeira, continuando até ao Caldeirão do Inferno, percurso curto mas envolvendo um declive maior e por isso tornando-se mais lento, acrescendo três horas ao total. Se fizer o percurso completo pelas duas levadas da Madeira são cerca de 18 km. Todo o percurso pelas duas levadas da Madeira é feita no coração da luxuriante vegetação da Floresta Laurissilva, característica da ilha da Madeira. Esta é uma das mais belas levadas da Madeira.
Pode ver mais sobre este trilho nas levadas da Madeira no artigo que escrevemos aqui no blogue.
DICA: Levar uma lanterna ou frontal por pessoa, e muita água para o trilho.
A ilha de Porto Santo é muito diferente da Madeira, não tendo vegetação luxuriante nem a imponência dos seus picos mais elevados, mas tem praias naturais de areia, um conjunto de ilhéus muito perto e muito interessantes, e um ambiente relaxado. Experimente não as levadas da Madeira mas mais uma vereda, a Vereda do Pico Branco e Terra Chã. O Porto Santo não tem levadas da Madeira.
As veredas, ao contrários das levadas da Madeira, não seguem os canais de água, mas sim caminhos rurais. A vereda segue por um antigo trilho de burros de carga, que ligava à Terra Chã, onde se cultivava cevada.
A distância de ida é 2,7 km, e volta-se pelo mesmo caminho, perfazendo um total de 5,4 km, que se faz em aproximadamente 3 horas. O trilho é um pouco mais exigente apenas na abordagem ao Pico Branco, por vezes com declive acentuado, até se chegar ao colo do Pico Branco.
O ponto mais baixo (início do trilho) está a 184m de altura; o ponto mais alto, no cume do Pico Branco, está a 450 m, logo o desnível não é de desconsiderar. Após o colo, a paisagem muda, pois existe uma maior predominância de árvores coníferas (ali plantadas no início do século XX), e mais à frente há um cruzamento. Para a esquerda fica o trilho para chegar ao cume do Pico Branco, segundo pico mais alto do Porto Santo, cerca de 200 m a subir; para a direita, o trilho para chegar à Terra Chã, cerca de 400 m quase sempre a descer.
No topo do Pico Branco as vistas para a costa são fabulosas, revelando-se conforme vamos avançando no trilho. As vertentes escarpadas para o mar são verdadeiramente vertiginosas e é preciso caminhar com atenção em certos locais. Devido à pouca acessibilidade do local, a Terra Chã é o sítio da ilha do Porto Santo onde foi registada o maior número de exemplares da flora indígena mais bem conservada, predominantemente arbustiva e herbácea. Antes de chegar à Terra Chã há um depósito piroclástico com bombas vulcânicas.
Na Terra Chã existe uma casa, construída em pedra, em tempos usada para a observação na caça à baleia e recentemente restaurada, e lá pode-se parar para descansar e comer um pouco. Dali, tem-se uma vista que permite vislumbrar grande parte da costa sul da ilha do Porto Santo, incluindo Vila Baleira, parte da praia, o Pico Ana Ferreira, o Espigão dos Morenos, a Calheta e o Ilhéu de Baixo. No final há que fazer o caminho inverso.
Pode ver mais sobre este trilho nas levadas da Madeira no artigo que escrevemos aqui no blogue.
DICA: Devido à inexistência de nascentes no trilho, leve água suficiente.
Se vai viajar para o Funchal e quer fazer as levadas da Madeira saiba que os melhores hotéis para ficar alojado para fazer as levadas da Madeira são:
Para preparar a sua viagem para fazer as levadas da Madeira pode também ser importante testes transfers.
Este é o Guia de Viagem da Madeira versão pdf de todos os nossos artigos publicados aqui no blogue sobre a ilha da Madeira e do Porto Santo, incluindo as levadas da Madeira.
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Joana Rodrigues says:
Tenho uma dúvida sobre os bastões de caminhada. Conseguiram levar como bagagem de mão ou apenas na bagagem de porão?
E em termos de vertigens? Alguma levada que desaconselhem para quem tem vertigens?
Muito obrigada 🙂
Carla Mota says:
Olá Joana, levamos na bagagem de porão. Eu também tenho vertigens e fiz tudo. Bora!
Ana says:
Que excelentes sugestões Carla! Nunca fui à Madeira mas fica sem dúvida que isto fica registado para quando for. Não fazia ideia da existência destes trilhos, o segundo parece ser extraordinário, vou ter de o fazer!
Carla Mota says:
Obrigada, Ana.
Edson Amorina Jr says:
Oi Carla, que passeio nas alturas! Adorei essa característica da trilha, eu tenho muita vontade de conhecer a Ilha da Madeira e olha… tem muita coisa para fazer.
Carla Mota says:
Vai que vale a pena. 😀
Marlise V. Montello says:
Oi Carla,
Muito bacana o artigo, as fotos estão lindas!
Já fiz a do Caldeirão Verde e amei, linda demais. Mas quero voltar p fazer as outras.
Carla Mota says:
Volta mesmo, merece. 😀
Luciana Rodrigues says:
Fiquei a pensar nas minhas vertigens! Mas as paisagens são realmente estonteantes. Gostaria de vê-las.
Carla Mota says:
Não tem problema com vertigens. Só precisa de força nas pernas. 😀
Francisco Agostinho says:
Olá, conhecemos a levada dos Balcões e a do caldeirão verde, só a primeira fizemos totalmente, na segunda começou a chover e tivemos de voltar para trás….hehehe De facto toda aquela vegetação é é uma cena à parte. afinal é a floresta original, certo ? Agora os vossos posts do Porto Santo também me despertaram o interesse ! Boas viagens, beijos e abraços!
Carla Mota says:
Francisco, se ainda não fizeste o Pico Areeiro vale mesmo a pena voltar.
Marlene Marques says:
Isto é uma vergonha: já fui várias vezes à Madeira e ainda não consegui fazer uma levada. Mas ao ver estas imagens, da próxima não pode falhar. Vou guardar todas estas dicas!
Carla Mota says:
Faz mesmo, Marlene. É inesquecível.
Ana Coelho says:
Já estive duas vezes na Madeira, uma delas a trabalho, mas infelizmente não fiz nenhuma das levadas, e são todas magníficas. Tenho mesmo de voltar!
Carla Mota says:
Tem mesmo, vale a pena.
Janete says:
Apesar de já ter ido duas vezes à Madeira nunca fiz uma levada, embora esteja nos meus planos ja há algum tempo. Deve ser uma experiência que enriquece muito uma visita a este arquipélago.
Carla Mota says:
É obrigatório, Janete. tem que voltar. 😀
Sónia Justo says:
Também concordo que fazer uma levada é mesmo uma atividade a não perder quando se visita a Ilha da Madeira. Eu fiz uma há muitos anos, na primeira vez que visitei a Ilha em 2005, mas não me lembro qual. Beijinhos
Carla Mota says:
Tens de voltar, Sónia. 😉
Gil Sousa says:
Já fiz duas dessas levadas, do Caldeirão Verde e apenas parte do Pico Ruivo. Devo confessar que antes de ir à Madeira nem sequer sabia o que esperar, a surpresa foi mesmo muito boa, e agora não me canso de recomendar a amigos para visitarem 🙂
Carla Mota says:
É isso mesmo. As levadas da Madeira são magníficas.