Maafushi é um dos lugares mais populares para viajar nas Maldivas com pouco dinheiro. Se procura as maldivas baratas, Maafushi é o seu destino. Até há poucos anos, e ainda hoje para a maioria das pessoas, Maldivas é sinónimo de resorts luxuosos, alojados numa ilha perdida num atol do Índico. E a verdade é que, desde os anos 70 e a construção dos primeiros resorts, e até ao fim da década passada, isso era mesmo assim. Mas depois tudo mudou e Maafushi é a prova disso…
O governo das Maldivas apostou num segmento turístico de topo, privilegiando a separação entre os turistas endinheirados e a população local, sendo o contacto limitado ao facto da população local e dos emigrantes constituir a totalidade da força de trabalho.
Os resorts disseminaram-se por todo o arquipélago (lembre-se que as Maldivas são constituídas por quase 1200 ilhas distribuídas por uma área equivalente à de Portugal Continental), e o negócio floresceu. Mas, em 2008, dá-se a crise internacional, e uma reconfiguração dos fluxos turísticos internacionais, com um aumento significativo do número de turistas asiáticos, mas também a crescente importância do segmento de viajantes independentes, de orçamento mais limitado e privilegiando o contacto com a população e cultura locais. Provavelmente fruto disto, o governo das Maldivas decidiu passar a permitir que os viajantes possam pernoitar fora dos resorts, ou seja, nas ilhas habitadas do arquipélago, levando ao aparecimento de guesthouses e hotéis direccionados a um segmento turístico médio. O paraíso das Maldivas está assim aberto a todos os viajantes e Maafushi é a ilha que lidera o crescimento do turismo independente no país.
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Na realidade, são várias as ilhas que já têm infraestruturas dedicadas aos viajantes independentes, que vão desde as mais remotas, como a ilha de Haa Dhaalu, nos atóis norte, às mais próximas como Thulusdhoo, no atol Malé norte, ou ainda no extremo sul do arquipélago, como a ilha de Gan. No entanto, devido às limitações de tempo, decidimos explorar a ilha de Maafushi, a cerca de uma hora e meia de Malé.
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Maafushi tem já vários hotéis de dimensão média, com preços que se aproximam do segmento mais baixo dos resorts, mas também guesthouses dedicados aqueles que têm um orçamento mais limitado. E a construção continua em Maafushi, sinal de que o negócio está em franco crescimento.
Maafushi exibe, claro, as grandes vantagens do turismo independente nas Maldivas. Em Maafushi é possível um contacto mais próximo com a cultura da população local, embora esse contacto ainda esteja a dar os primeiros passos. A população de Maafushi, conservadora islâmica, ainda vê com maus olhos os costumes libertários ocidentais, nomeadamente no que toca à indumentária feminina reduzida, e, por exemplo, em Maafushi existe uma praia dedicada aos turistas, longe dos olhares mais susceptíveis. Nesta, e uma vez que os turistas vindos de países do golfo são muitos, também é possível admirar a última moda do burkini.
No entanto, tal como nós o fizemos, é possível contactar com a população local em Maafushi, respeitando os seus costumes (tal como em qualquer outro local do mundo), muito para além do ambiente de separação artificial de um resort. Demos uma volta pela ilha de Maafushi (rápida, pois a ilha de Maafushi é realmente muito pequena, com cerca de 1500 habitantes), fizemos compras no comércio local, e vimos que a ilha de Maafushi, apesar de pequena, tem uma escola, um centro de saúde, mercearias, um campo de futebol, um campo de jogos, e até uma prisão.
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Do lado oposto da parte turística da ilha de Maafushi também há uma praia onde a população local usufrui do seu paraíso. As mulheres tomam banho vestidas e andam de canoa sem tirar o hijab da cabeça. São as verdadeiras Maldivas!
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Os rapazes aproveitam o final da tarde para jogar à bola na praia e, dos mais jovens aos mais idosos, todos aproveitam para relaxar e conversar sob a luz dos últimos raios de sol em Maafushi.
Iríamos passar três noites em Maafushi, e escolhemos o Kaani Beach Hotel, muito perto da praia, com uma pequena praça em frente, decorada com palmeiras, e a vista do mar a partir da varanda do nosso quarto. É um hotel de média dimensão, com quartos espaçosos, confortáveis e, muitos deles, com varandas viradas para o mar.
Aliás, logo depois de termos chegado, dirigimo-nos para a praia e experimentámos a água de temperatura excelente e assistimos ao fabuloso pôr-do-sol, sentados na areia a beber um sumo de fruta natural.
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À noite, o difícil era escolher onde jantar em Maafushi. Tanto os estabelecimentos locais, como os restaurantes dos hotéis, oferecem serviços a preços muito acessíveis, com comida de boa qualidade e com um cenário fabuloso, normalmente perto da praia e da água azul-turquesa. Acabámos por repartir a nossa escolha por um restaurante de um hotel, à la carte, em frente à água, com um céu estrelado por cima de nós, um jantar numa pizzaria local (fruto da cooperação entre um italiano e um habitante de Maafushi) e um jantar-buffet num restaurante de um hotel, mesmo em frente à praia.
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Todos foram boas opções, embora a opção à la carte do primeiro tenha demorado bastante. De manhã, os dias começavam sempre com o excelente pequeno-almoço do Kaani Beach Hotel, que também serve todos os dias um jantar-buffet em frente ao hotel.
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Mas estávamos em Maafushi porque sabíamos que era o centro de tours dedicadas às mais variadas actividades, a um preço muito acessível. A escolha é muito diversificada, e o Kaani Beach Hotel é um dos centros da acção da ilha de Maafushi. Existem tours para todos os gostos: snorkelling em recifes de coral, exploração de bancos de areia, observação de golfinhos e visita a outras ilhas, além da possibilidade de passar um dia num dos resorts que disponibilizam as suas instalações e serviços a visitantes de um só dia.
Combinámos para os dias seguintes um Picnic Safari (35 USD/pessoa), com direito a snorkelling em dois recifes, explorando o Atol Malé Sul, incluindo o almoço num banco de areia e a visita à ilha de Guraidhoo. Esta é outra ilha, muito menos desenvolvida que Maafushi, mas que, ainda assim, exibe já um leque invejável de opções de alojamento de baixo orçamento. A praia local é fabulosa (com um resort sobre a água, logo em frente), mas, para se banharem, os turistas têm de caminhar pela água até uma pequena ilha adjacente e mais protegida dos olhares. No dia seguinte a esse, voltaríamos à carga com um Snorkel Adventure (25 USD/pessoa), com direito a mergulho em três recifes, a mais um almoço num banco de areia, e a nadar com golfinhos! Pode ver os melhores locais para fazer snorkel nas Maldivas aqui.
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Maafushi constitui assim a base perfeita para explorar o Atol Malé Sul, e poder desfrutar do paraíso das Maldivas e de actividades fabulosas em diversidade e qualidade, tudo a um preço muito em conta. É definitivamente um local a ter em conta se pretende explorar as Maldivas de forma independente.
Se está a programar uma viagem independente a Maafushi estes são os horários do ferry público:
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Male para Maafushi
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Maafushi para Male
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Maafushi tem muitas opções de alojamento mas tenha cuidado. Há muita coisa fraca e muito fraca. Escolha bem e veja a localização do alojamento em Maafushi. As melhores opções para se alojar em Maafushi são:
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Maria says:
Estamos a pensar viajar em maio com um bebe de 5 meses, pensamos ficar no Kaani Beach Hotel é uma boa opção ?
Carla Mota says:
É óptima!
thaissa cavalcanti says:
Boa noite amigos !!!! Parabéns pelas viagens, sou vossa fã!!! Poderiam dar-me uma dica sobre qual melhor hotel em Maafushi entre o Arena ou o Kuredhi ? É que a diferença de preço entre eles é simplismente o dobro, “apenas” pelo quarto do Arena referir ter vista mar…. Não sei se justifica ser o dobro do valor, o que acham ???? Obrigada e beijinhos!!!!!
Carla Mota says:
Olá! Não conheço o Kuredhi. O Arena é bom, assim como o Kaani Beach Hotel. Os outros hotéis podem não ser maus, até podem ser muito bons. Não conheço. Como a ilha é muito pequena tudo é perto da praia. Vocês agora é que têm que ver se acham importante ter vista para o mar ou não…
Sandra says:
Olá Carla. Vale a pena reservar hotel com jantar buffet incluído no kaani beach hotel? Obrigada
Carla Mota says:
Eu preferia jantar nos restaurantezinhos locais.
Gabriel says:
Quanto em média vocês gastaram? Valor sem as passagens aéreas, por favor.
Sandra says:
Olá. Parabéns pelo blogue. Conhecem o white shell? Está a um preço super atrativo. 673 euros com peq almoço e jantar. Aconselham visitar esta ilha com uma criança de 6 anos? Obrigada. Beijinhos
Carla Mota says:
Não conhecemos, lamento. Sim, claro que sim. Vai adorar.
Carla Mota says:
cerca de 1200 euros cada um.
José Carlos Epaminondas de Souza says:
Legal, lugares paradisíacos !!!
Carla Mota says:
As Maldivas são mesmo maravilhosas.
Suzana says:
Olá Carla ,
Fiquei entusiasmada com a sua viagem e decidi ir para as Maldivas em Outubro na ilha de Maafushi no mesmo hotel .
So tenho uma dúvida em relação a câmbios e dinheiro .Devo levar dollars ou facilmente podemos trocar euros na ilha ?
Rui Pinto says:
Dólares é mais fácil e a taxa de câmbio melhor.
Cláudia Santos says:
Estive nesse pedaço de mundo em abril e amei, estive em Maafushi, que gostei, mas marcaram-me muito mais os dias que passei em Fulidhoo! Para quem estiver a planear viagem às Maldivas, fica a dica!
Eliton says:
Claudia, poderia me dizer porque você gostou mais de Fulidhoo do que Maafushi e se em ambas você tem a facilidade de fazer passeios e também ir para os resorts de luxo apenas para day use ?
Sua dica será muito util pois irei em maio de 2019. Obrigado
Sara Tomás says:
Olá Claudia. Estou a planear a viagem às Maldivas em Novembro, em modo low cost e uma das dificuldades é escolher qual a ilha, inicialmente pensei em Maafushi, mas parece-me ter muita gente. Podes dar-me só noções da logística para a ilha que sugeriste?
Obrigada!
Carla Mota says:
Olá Cláudia, Fulidhoo é uma das ilhas que queremos fazer quando voltarmos às Maldivas. Daquilo que averiguei também me pareceu maravilhoso.
Leandro Ferreira says:
Olá, me esclareçam algumas dúvidas, por favor. Como ir de Malé a Maafushi? Vi no final do texto sobre um ferry público. Esse “público” é grátis ou é pago? Se for pago, qual o valor? E a reserva no ferry é feita com antecedência ou faz na hora do embarque? Desde já, grato 🙂
Carla Mota says:
Está tudo nas dicas. Pode ver aqui: http://viajarentreviagens.pt/maldivas/dicas-viagem-nas-maldivas/
Luís Seco says:
Estive em Maafushi há cerca de 15 anos, quando ainda não era possível ficar fora dos resorts. Nessa altura a ilha ainda só tinha uma dúzia de casas, um pequeno hospital, uma loja ou duas, o campo de futebol, a escola e o cemitério. Não conheço outra mas esta zona das Maldivas parece-me ser a melhor pela proximidade a Malé, onde estive 3 vezes a visitar as mesquitas e os mercados. Abraços viajantes! Obrigado por me mostrarem Maafushi outra vez.
Carla Mota says:
Obrigada, Luís. Já estamos a planear voltar lá outra vez. 😀
Paula Torres says:
Adorei esta opçao mais em conta das maldivas. Mas viajaram com crianças nao tem problema??
Carla Mota says:
Super amigável. A população local adora miúdos. Aliás, é ainda mais fácil o contacto.