
Bem-vindos à Coreia do Sul! Foi assim que nos sentimos logo que aterramos no país. Durante duas semanas percorremos a Coreia do Sul de comboio, avião e autocarro para descobrir alguns dos mais belos locais do país. A Coreia do Sul reservou-nos muitas aventuras, especialmente porque a visitamos em Janeiro e Fevereiro, e ainda apanhamos muita neve e frio, assim como tivemos o privilégio de explorar o país nas comemorações do ano novo lunar, o ano novo do calendário chinês.

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CONTEÚDOS DO ARTIGO
A Coreia do Sul está muito bem organizada, tudo flui maravilhosamente bem, e há estruturas montadas para receber os visitantes em todos os locais que fomos visitando durante o nosso roteiro pelo país. Contudo, tivemos alguns contratempos, uns decorrentes da época do ano em que visitamos o país, outros devido às burocracias aliadas a destinos de viagem onde a organização se torna excessiva.

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Depois de nos alojarmos num hotel no centro da cidade, e de explorar um pouco da cidade de Seul nesse dia, rumamos à DMZ, a zona desmilitarizada e na fronteira entre a Coreia do Norte e a Coreia do Sul.

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A Coreia é um dos legados da guerra fria que assolou o mundo desde 1945 a 1989. Outrora um país unificado, a Coreia foi vítima da interferência estrangeira e dos jogos de poder no seu território e, nos anos 50, terminou dividida em dois países com regimes políticos antagónicos.
A guerra fria terminou, pelo menos oficialmente, mas na Coreia isso ainda não aconteceu. Na Coreia do Sul vive-se um culto de demonizacao da Coreia do Norte, apesar de ninguém saber de onde veem as informações, toda a gente diz que a Coreia do Norte é “muito mau”.

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Quando se ouve este tipo de coisas convém ficar desconfiado, porque ao mesmo tempo que nos dizem “lá ninguém pode falar cá para fora”, dizem-nos “são os jovens que contam nas redes sociais”. Confesso que gosto pouco de certezas e ideias que nos injectam sem nos dizerem qual é a fonte de informação.
Infelizmente não pudemos visitar a Coreia do Norte mas resolvemos ir até à zona desmilitarizada, a zona tampão e fronteiriça entre as duas coreias e onde outrora se podia entrar na Coreia do Norte, nem que fosse apenas para colocar um pezinho.

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Confesso que tudo na DMZ me desiludiu. Só se pode ir em tour e, na realidade, os tours não vão à fronteira, nem sequer à zona tampão. A Coreia do Norte ficará a cerca de 5 km e a chamada zona desmilitarizada afinal é militarizada e a entrada é proibida. Ainda assim, vale a pena ir.
Levam-nos a ver miradouros com vista sobre a Coreia do Norte, onde, infelizmente, nem a vista alcança o que dizem ser uma das maiores bandeiras de propaganda do mundo. Dos miradouros não se podem tirar fotografias. Talvez para não ferir susceptibilidades dos líderes políticos, dos dois lados! Mas sendo assim, talvez as duas coreias não sejam tão diferentes.
Levam-nos a ver o que era um túnel feito pelos norte coreanos para atacar a Coreia do Sul, mas ali também não se pode tirar fotografias nem sequer levar telemóvel. Captar imagens é expressamente proibido. Senti que tudo parecia um parque temático para entreter turistas e difundir uma narrativa do “nós somos os bons eles são os maus”.
Talvez as duas coreias não sejam assim tão diferentes, no que toca a marketing e propaganda. Ou talvez o que sabemos que ali se passa seja apenas uma história bem contada, para fomentar uma narrativa com rescaldos da guerra fria. Aguardamos ansiosamente a minha visita à Coreia do Norte para poder comparar. Até lá, continuamos viagem pela Coreia do Sul.
Depois de um par de dias em Seul, rumamos à ilha sensação da Coreia do Sul, a ilha de Jeju. Como estava um frio de rachar em Seul, acreditamos que na ilha a sul o tempo estivesse melhor.

Pode ver toda a nossa experiência na ilha de Jeju neste artigo .
Chegamos à Coreia do Sul para comemorar o ano novo lunar. Nós não sabíamos mas isso ia ser um dos maiores desafios da nossa viagem pelo país. Era época festiva e os coreanos estavam a viajar para passar a data com as famílias. O nosso objectivo era percorrer o país de comboio mas estavam quase todos esgotados.
Refizemos planos e, conseguimos, com os reajustes possíveis, visitar quase tudo o que queríamos. A Coreia do Sul brindou-nos com o frio de inverno. Percorremos o país de comboio em busca dos seus segredos e cultura.
Encontramos uma história milenar escondida nas fortalezas cobertas de neve e nos templos budistas. Túmulos em forma de colinas que se erguem para os céus que ainda conservam altos dignatários. À noite os neons iluminam as cidades e a vida nocturna transformava os bairros. Surgem os bares de karaoke, os mercados nocturnos e restaurantes repletos de gente.
Neste dias, dividimos os espaços com as famílias sul-coreanos que viajam por esta altura. O país estava em período de festividades. Vimos cidades vibrantes de luz e de cor, de dia e de noite, onde a cultura coreana se observa no dia a dia. Os coreanos são discretos e recatados, desde a forma de vestir ao trato com os outros, e entrar na sua vida é difícil. Até nos templos as orações são discretas, sem efusividades e muito contidas.
Na nossa aventura pelo sul do Coreia do Sul encontramos um país moderno e histórico que convive lado a lado. Tal como a sua população, por um lado idosa e tradicional, por outro Jovem e moderna. Uma mistura que se sente no país. Um país que parece viver a dois ritmos.

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Quando chegamos a Seul nevava! Era noite de ano novo lunar, o ano novo chinês. Tínhamos imensos planos. No final nada aconteceu. O frio era tal que ninguém andava nas ruas. Saímos para jantar mas quase regelamos. Voltamos ao nosso quartinho.
Nos dias seguintes nevava intensamente. Tudo coberto de branco em Seul e na Coreia do Sul. Que maravilha! Não fosse o frio de rachar e as saudades de uma praia na Tailândia!
Seul, a capital da Coreia do Sul, é uma cidade vibrante e apaixonante. Desde a gastronomia incrível nos mercados de rua, que têm estrelas Michelin e onde um prato premiado custa cerca de 3€. Mas foi os rissoto de cogumelos selvagens que comemos num bairro histórico que jamais esqueceremos. Pode parecer exagero mas não é, é o melhor rissoto do mundo! E nós somos verdadeiros apreciadores de rissoto.
Seul é uma cidade que exige ser aproveitada em todas as suas vertentes e foi isso que fizemos. Embrenhámo-nos na história milenar da Coreia do Sul, onde visitámos templos repletos de história e tradição, palácios, livrarias incríveis, centros comerciais onde se vende de tudo e muita animação.

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Dançamos ao som do Gandam Style e da cultura K-pop nas ruas de Seul. Mas foram as aldeias Hanok, no interior da própria cidade, que nos apaixonaram na Coreia do Sul.
Seul, e toda a Coreia do Sul, é terra de contrastes urbanos. A par com as aldeias tradicionais quase engolidas pela malha urbana, estão os gigantescos arranha céus, alguns com as melhores vistas da cidade. Os edifícios modernos futuristas fazem-nos viajar no tempo. No mesmo dia passamos do novo para o tradicional, como só uma metrópole consegue fazer.
Seul recebeu-nos coberta de neve, e nós, apesar de regelados, abraçamos essa oportunidade para a conhecer com um carisma muito especial. E adoramos!

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