Visitar Galle é conhecer uma das cidades mais interessantes do Sri Lanka, rodeada de muralhas construídas pelos portugueses e holandeses, e com uma arquitectura dos tempos coloniais. A cidade de Galle e as fortificações foram classificadas como Património Mundial da UNESCO e Galle é hoje um dos principais destinos turísticos do Sri Lanka, sendo o símbolo do turismo histórico e cultural do país. Visitar Galle é obrigatório quando viajar pelo sul do Sri Lanka.
CONTEÚDOS DO ARTIGO
O Forte de Galle foi originalmente construído pelos portugueses, em 1558, com uma barreira em terra e paliçadas que protegia a península de Galle de incursões por terra, e quase sem nenhuma fortificação do lado do mar, que os portugueses achavam segura por natureza devido à presença de rochas no mar. Foram os holandeses que, após tomarem Galle em 1640, fortificaram a construção, edificando-o na sua estrutura actual, com 14 bastiões e uma muralha que circunda a península por completo, apenas concluída em 1729. O forte passou para as mãos dos ingleses em 1796 e hoje continua a desempenhar a sua missão de proteger a cidade de Galle quando, por exemplo, atenuou a força das águas do tsunami de 2004, que atingiu Galle com uma energia impressionante. Sem as muralhas do forte, Galle teria perdido muito mais do que perdeu naquele dia de 26 de Dezembro de 2004.
Para poder desfrutar de tudo o que Galle tem para lhe oferecer, deve planear a sua visita antecipadamente, nomeadamente como visitar e onde dormir. Deixamos então aqui algumas dicas práticas para não perder nada quando visitar Galle.
A melhor forma de visitar Galle é fazê-lo de forma independente, e ficando a dormir na cidade. Quando chegar ao Sri Lanka, pode deslocar-se logo para Galle.
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Galle é uma das cidades mais bonitas e charmosas do Sri Lanka e tem opções de alojamento a condizer. São dezenas as opções disponíveis dentro do Forte de Galle, muitas delas de excelente qualidade. Nós ficámos alojados no Bastille, uma boa opção localizada numa das ruas principais da cidade (perto do Bastião Aurora do Forte), e com um bom restaurante (onde também serviam o pequeno-almoço). O nosso quarto era bastante confortável, feito em madeira e com uma pequena varanda para a rua.
Outras opções de qualidade para dormir em Galle são:
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Para desfrutar de tudo o que Galle tem para oferecer aconselhamos que dedique pelo menos 2 dias a visitar a cidade, com dias extra se quiser explorar a costa sul do Sri Lanka a partir de Galle. A cidade de Galle hoje divide-se na cidade nova, fora das muralhas do forte, e a cidade antiga, dentro do Forte de Galle. É esta cidade antiga que é Património Mundial da UNESCO e é ali que se encontram todas as atracções da cidade de Galle. Para não perder nada, deixamos aqui as nossas sugestões sobre o que ver e fazer quando visitar Galle.
Tal como os visitantes entravam no forte de Galle no passado, pelo portão principal, assim também deverá entrar hoje quando visitar Galle. No entanto, a entrada no forte de Galle variou com os séculos. No tempo dos portugueses, a entrada era feita pelo lado do mar, numa pequena baía onde atracaram os primeiros portugueses em Galle, onde está hoje o chamado Black Fort.
A entrada original do forte holandês fica agora na ponta sul da parte frontal do forte, com a inscrição VOC (Companhia das Índias Orientais Holandesas) e o ano de 1669. A agora entrada principal foi aberta pelos ingleses em 1873, quando Galle se tronou o centro administrativo colonial do sul do Sri Lanka.
Hoje, quando visitar Galle, é obrigatório dar uma volta pelos bastiões do forte de Galle, apreciar as vistas e a arquitectura imponente do forte, e aprender alguma história de Galle e das potências coloniais que por ali passaram.
Quem está de frente para a parte da frente do forte de Galle, o Bastião do Sol fica à esquerda. Foi construído por volta de 1620 pelos portugueses, baptizado como São Tiago, mas em 1667 foi renomeado pelos holandeses como Bastião do Sol. À direita da entrada fica o Bastião da Lua, construído incialmente pelos portugueses e nomeado como Conceição. No extremo direito da parte frontal do forte fica o Bastião da Estrela, construído pelos portugueses e nomeado como Santo António. A não perder quando visitar Galle.
A Torre do Relógio, junto ao Bastião da Lua, foi erigida pelos ingleses aquando do jubileu da rainha Vitória, em 1883. É hoje uma das imagens de marca da arquitectura do forte de Galle. A não perder quando visitar Galle.
Quando visitámos Galle, pedimos para entrar na parte mais antiga do forte, chamado Black Fort pelos holandeses e onde hoje funciona a Polícia de Galle. Foi ali que os portugueses atracaram pela primeira vez em Galle (em 1505) e foi a partir dali que começaram a construir o forte de Galle. Pensa-se que o nome poderá ter a ver com o facto de a zona estar sempre coberta de um fumo negro que vinha das fundições dos portugueses ou com o facto de terem sido escravos negros a construí-lo.
Hoje ainda se podem observar algumas das construções originais dos portugueses, algumas ocupadas pela polícia, outra pelo zelador do recinto (que nos guiou entusiasticamente quando soube que éramos portugueses) e ainda uma parte que parece poder vir a ser um pequeno museu. Descobrir esta parte da história portuguesa é algo obrigatório quando visitar Galle.
O forte tinha ligação ao mar por um túnel, que teria sido a entrada original portuguesa, dando acesso ao chamado Porto Português. Ainda tivemos tempo de descobrir um galo cingalês que se fartava de cantar e que será descendente do galo português que deu o nome à cidade de Galle.
Rodando no sentido dos ponteiros do relógio, a partir do Black Fort, passa-se por uma série de bastiões do forte de Galle, primeiro os bastiões Akersloot e Aurora, do lado oriental do forte, com belas vistas da baía de Galle. Foi este lado do forte que aguentou a força da água do tsunami de 2004, impedindo que os estragos e perda de vidas humanas na cidade de Galle fossem ainda maiores.
O bastião de Point Utrecht exibe o Farol de Galle, construído pelos ingleses em 1939, outra imagem de marca do forte de Galle, e que substituiu o original, destruído pelo fogo.
Seguem-se os bastiões de Flag Rock, o local do primeiro farol da ilha do Sri Lanka (1848) e onde esvoaçavam as bandeiras holandesa e inglesa, Tritão, Neptuno e Clippenburg. Um percurso a pé a não perder quando visitar Galle.
O Museu Marítimo Nacional em Galle, instalado nas muralhas do forte, é um local a não perder quando visitar Galle, onde poderá encontrar uma colecção de objectos relacionados com a pesca e com a história de Galle e a sua relação com o mar.
O Museu da Mansão Histórica em Galle é o que o nome indica, uma mansão histórica que foi transformada num museu, com uma colecção enorme de objectos recolhidos na cidade, e que merece uma visita quando visitar Galle.
O Museu Nacional em Galle está instalado naquela que se pensa ser a casa mais antiga da cidade do tempo dos holandeses (1668), com um acervo de objectos arqueológicos e antropológicos, como máscaras, abarcando também a presença holandesa na cidade.
Galle fica à beira-mar e quando visitar Galle não deve deixar passar a oportunidade de saborear os frutos do mar. Nós jantámos no Peddlar’s Inn Café, e os camarões jumbo estavam deliciosos! A não perder quando visitar Galle.
A igreja mais importante de Galle, e onde os cristãos se reúnem Domingo de manhã, é a Igreja Protestante dos Holandeses, cuja original data de 1640, mas cujo edifício actual data de 1752. No seu interior, o chão está cheio de pedras tumulares de cidadãos holandeses. Um edifício histórico a não perder quando visitar Galle.
O Amangalla Hotel é uma verdadeira instituição em Galle e vale a pena visitar o seu interior (de preferência como hóspede) pois era originalmente a casa do governador holandês, construída em 1684. Mais tarde seria o New Oriental Hotel e agora é um dos hotéis mais luxuosos de Galle. A não perder quando visitar Galle.
Quando visitar Galle, não deixe de admirar um dos edifícios mais bonitos da cidade, a All Saints Church em Galle, construída em 1871 no estilo neogótico. A não perder quando visitar Galle.
Quando visitar Galle não deixe de saborear um gelado para combater o calor do dia. Há várias gelatarias em Galle, mas nós experimentámos os gelados artesanais no Dairy King em Galle e recomendamos.
Outra coisa que não deve perder quando visitar Galle é beber os espectaculares sumos naturais do Sri Lanka. Há vários estabelecimentos em Galle a apresentar fresquíssimos e saborosos sumos naturais, mas nós experimentámos no Lucky Fort em Galle e gostámos tanto que repetimos no dia seguinte! A não perder quando visitar Galle.
A pizza é verdadeiramente uma comida do mundo e, como nós somos fãs, não deixámos passar a oportunidade de provar uma excelente pizza napolitana de 4 queijos (com gorgonzola!) no Aqua Pizza em Galle. A não perder quando visitar Galle.
Só há um templo budista na cidade muralhada de Galle e o Sri Sudharmalaya é relativamente recente, tendo sido construído em 1889. No entanto, vale a pena conhecer este local quando visitar Galle uma vez que tem uma arquitectura singular, com uma declarada influência colonial, sendo que o edifício principal parece uma igreja cristã (só que com uma stupa no exterior!).
Outro edifício religioso em Galle que é muito curioso é a mesquita Meeran, ou mesquita do Forte de Galle, localizada perto do Farol de Galle. Mais uma vez, de fora parece exactamente uma igreja, apenas com o pormenor de inscrições árabes na fachada, mas na realidade é uma mesquita que foi construída no início do século XX, no local onde teria existido uma igreja católica portuguesa (e que com certeza influenciou a construção do novo edifício). A não perder quando visitar Galle.
Quando visitar Galle, um dos verdadeiros prazeres é percorrer as ruas do centro histórico e descobrir uma surpresa em cada esquina e em cada ruela, apreciando a arquitectura, a história e o quotidiano de uma cidade que, apesar de ser turística, ainda retém uma alma cingalesa.
Quer compre aquele presente especial quer esteja só para admirar, a verade é que não deve perder as lojas de pedras preciosas e joalharia quando visitar Galle. Este comércio tem muita tradição histórica no Sri Lanka, e Galle é um dos melhores locais para o apreciar.
No Museu da Mansão Histórica em Galle, pode ver também artesãos a trabalhar as pedras com técnicas ainda muito tradicionais, e depois apreçar o produto final. No final, até pode encontrar a lembrança perfeita de visitar Galle.
Galle fica convenientemente localizado no extremo oeste da costa sul do Sri Lanka faz com que seja possível visitar várias das atracções do sul do Sri Lanka a partir de Galle, apesar de ser melhor opção ficar alojado nas diferentes praias. Ficam aqui as nossas sugestões sobre o que ver e fazer a partir da cidade quando visitar Galle.
Bentota é uma das praias da costa oeste mais visitadas do Sri Lanka e uma das que oferece mais actividades aquáticas, destacando-se os passeios de barco pelos mangais do rio Bentota. Bentota fica a menos de 60 km de Galle, por isso quando visitar Galle, não deixe de visitar Bentota.
Consulte aqui o nosso artigo com todas as dicas para o que ver e fazer quando visitar Bentota.
Unawatuna é uma das praias mais populares e emblemáticas do Sri Lanka, com uma bela e resguardada baía, com águas calmas todo o ano. Cheia de boas vibrações e lojinhas hippies, Unawatuna é também conhecida pela sua vida nocturna. Situada a poucos quilómetros de Galle, não deixe de conhecer Unawatuna quando visitar Galle.
Consulte aqui o nosso artigo com todas as dicas para o que ver e fazer quando visitar Unawatuna.
A praia de Weligama e a sua enorme e bela baía fazem as delícias de praticantes de surf mas também de amantes de sol e praia. Nos arredores de Weligama pode também ainda observar a arte antiga de pesca em cima de estacas. Weligama fica a menos de 30 km de Galle e é uma praia a não perder quando visitar Galle.
Consulte aqui o nosso artigo com todas as dicas para o que ver e fazer quando visitar Weligama.
A praia de Mirissa é uma das grandes atracções da costa sul do Sri Lanka, com uma bela e relaxada baía, uma gastronomia fantástica dedicada ao peixe e marisco acabados de pescar e ainda um dos lugares privilegiados para observação de baleias. Por tudo isto, Mirissa é uma praia a não perder quando visitar Galle, ainda para mais estando apenas a 35 km de distância.
Consulte aqui o nosso artigo com todas as dicas para o que ver e fazer quando visitar Mirissa.
A costa sul do Sri Lanka a leste de Mirissa tem vários pontos de interesse que merecem ser visitados, e a viagem que leva a Hiriketiya é uma oportunidade de os conhecer, acabando numa bela praia, ideal para aprender a praticar surf, mas também um local para relaxar, nadar e apanhar banhos de sol. Hiriketiya é assim uma praia a não perder quando visitar Galle, até porque se encontra a 65 km de distância.
Consulte aqui o nosso artigo com todas as dicas para o que ver e fazer quando visitar Hiriketiya.
O Parque Nacional Yala é um dos melhores parques de vida selvagem do Sri Lanka e está localizado na costa sul a uma distância de 165 km de Galle. Sendo assim, é possível fazer uma excursão de um dia (saindo manhã cedo) a partir de Galle a este parque conhecido pela observação de leopardos.
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