Veneza é uma das cidades mais bonitas do mundo. É um lugar extraordinário, onde o visitante se sente como se estivesse num museu ao ar livre. Passear nas ruas de Veneza é como viajar no tempo e se se visitar esta cidade no Carnaval, a sensação é ainda maior. Para quem deseja conhecer bem a cidade e visitar Veneza e alguns dos seus melhores palácios, igrejas e museus, deve dedicar-lhe cerca de 4 dias. Para quem pretender visitar Veneza e também as ilhas de Murano, Burano e Torcello deve acrescentar mais um dia.

CONTEÚDOS DO ARTIGO

Os aeroportos de Lisboa e Porto têm voos para Veneza. Há várias operadoras Low Cost a voar para Veneza. Nós voamos do Porto, com escala em Lisboa, para Veneza, na TAP, por cerca de 200 €/pessoa ida/volta (no Carnaval).
Há várias hipóteses para chegar e sair dos aeroportos de Veneza. A melhor opção é o autocarro. Há serviços de transfer para ir do aeroporto Marco Polo (utilizado pela TAP e EasyJet) para o centro de Veneza no autocarro ATVO por 6€ e o autocarro aerobus também por 6€. O trajecto é feito em 20 minutos. O primeiro autocarro sai da Piazza de Roma por volta das 5h da manhã e o último sai do aeroporto às 0h20. No dia em que chegamos o voo atrasou e já tinha saído o autocarro das 0h20 mas ainda existia um autocarro local às 01h10 (talvez por ser Carnaval). Outra opção é o barco da Alilaguna por 15€. Tirando o barco, os autocarros param na Piazza de Roma e aí deve apanhar o vaporetto até ao seu hotel. Já do aeroporto de Treviso (usado pela Ryanair) pode utilizar o autocarro ATVO por 10 €, a linha nº 1 da Barzi Bus Service por 10 € ou, a pior opção, um autocarro local nº 6 até a estação ferroviária, da qual se pode apanhar o comboio para Veneza. Este aeroporto fica a mais de uma hora da cidade de Veneza. Só se os voos forem muito mais baratos é que compensa voar para este aeroporto.

Não há muitas opções para se deslocar dentro da cidade de Veneza. As melhores são a pé ou de vaporetto. Apesar de andar a pé ser um prazer, o vaporetto é incontornável. O bilhete simples custa 7 euros e tem uma duração de 60 minutos (mesmo que mude de vaporetto). Pode gerir as suas viagens de vaporetto e tirar passes de 12, 24, 48 ou 72 horas. Os passes podem ser adquiridos directamente na paragem ou na internet. Os passes custam 20 euros (24 horas), 30 euros (48 horas), 40 euros (72 horas) e 60 euros (7 dias). As linhas principais do vaporetto funcionam entre as 5h da manhã até à meia-noite. Durante a noite há linhas nocturnas, marcadas com a letra N, que fazem o serviço de 40 em 40 minutos, parando em algumas estações. Não se esqueça de validar o passe ou o bilhete nos locais de embarque.

DICA EXTRA PARA VISITAR VENEZA: Pode adquirir os passes no site veneziaunica, e pode combinar passe de transportes públicos com passe para visitar igrejas (Chorus pass válido para 16 igrejas por 12 euros) ou o passe turístico (39.90 euros). Nós compramos um passe para 48 horas e o passe igrejas.

Há vários e excelentes hotéis e hostels em Veneza. Inove e arrisque. Nós optamos por um apartamento T0 no centro da cidade que encontramos no Airbnb, escolha essa baseada na localização, preço e por oferecer cozinha equipada. Também já ficamos duas vezes no parque de campismo mas esta opção é menos boa porque fica um pouco longe e só se mostra útil no Verão.
Visitar a cidade, especialmente à noite, é uma experiência surreal e quase parece que se viaja no tempo, especialmente quando Veneza fica sem os turistas que se alojam em Mestre e aqueles que chegam nos cruzeiros. Assim, se quiser apreciar Veneza a sério, já sabe, tem que ficar alojado lá.
Seleccionamos alguns hotéis fabulosos em termos de localização, nas zonas melhores da cidade para ficar. Estes são todos boas opções, uns apartamentos outros quartos de hotel ou em guesthouses familiares. Mesmo que não opte por nenhum destes, privilegie estas zonas (ou próximas). Geralmente, quanto mais se afastar do Grande Canal mais barato é. Em Veneza os alojamentos são um bocado caros, mas uma vez lá, vai perceber que faz parte da experiência da cidade. Se quiser mesmo desfrutar da cidade de Veneza, de dia e de noite, e aproveitar a energia e ambiente fabuloso que tem, deve mesmo ficar alojado nestas zonas. Vai amar.

Se carregar no link terá o texto com as melhores dicas para conhecer estes monumentos:


Pode ser boa opção comprar bilhetes antecipadamente para escapar às filas. Em Veneza pode passar várias horas nas filas.

Embarque num dos barcos mais emblemáticos de Veneza, o Galeone, para um jantar romântico, à luz de velas, usufruindo de uma refeição gourmet e de um bom vinho. A noite promete ser bem romântica! Uma das excursões para fazer em Veneza mais românticas.
Pode ser um cliché mas é um cliché com muita pinta. Fazer um passeio de gôndola pelos canais da cidade de Veneza é uma das experiências mais românticas que pode ter.
Visitou Veneza fora da época do Carnaval mas quer sentir a emoção da época? Não perca mais tempo e marque uma excursão com jantar para apreciar um show de Carnaval de Veneza com trajes tradicionais e muita animação.
Nada melhor para eternizar as memórias da cidade do que um tour fotográfico por Veneza, acompanhado por um fotógrafo profissional que o acompanhará durante 3 horas pelos locais mais emblemáticos. Fotografias descontraídas, espontâneas e reais, como só os profissionais conseguem captar.
Veneza é uma cidade extraordinária e visitá-la pode ser uma das melhores experiências que vai ter em viagem. Veneza é uma das nossas três cidades preferidas no mundo, cheia de carisma, alma e atitude. Parece ter uma personalidade e é isso que nos apaixona. Há imensas excursões para fazer em Veneza mas resolvemos mostrar-lhe o nosso TOP 10, aquelas que permitem ter um experiência mais autêntica e aproveitar melhor a cidade.
Veneza é bonita em qualquer altura do ano mas no Carnaval tem mesmo outro encanto. Está cheia de gente? Sim, é verdade! Mas é o preço a pagar para ver o Carnaval mais bonito do mundo. E se quiser aprender a fazer uma máscara de Carnaval não perca este tour. Esta é uma das mais originais excursões para fazer em Veneza.
Leonardo da Vinci é um dos grandes génios do século XVI e do Renascimento. Em Veneza há um museu fabuloso para descobrir a vida e a obra deste génio e apaixonar-se pela sua capacidade invulgar de descoberta. Vale a pena espreitar esta que é uma das mais belas excursões para fazer em Veneza.
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E se em vez de visitar o mercado de frescos de Rialto aproveitasse para aprender um pouco de culinária italiana? A ideia é óptima e concretizá-la é ainda melhor. A cereja no topo do bolo é que no final da visita o almoço ainda está incluído. Uma bela forma de interagir com os locais e aprender um bocadinho mais sobre gastronomia italiana.
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Todas as cidades têm histórias negras e aterradoras e Veneza não é excepção! Fantasmas e histórias tenebrosas de assassinatos que povoam as ruas e ruelas do bairro de Cannaregio estão “mortas” por serem desvendadas. Está pronto para as descobrir? A excursão acontece à noite. Uma das excursões para fazer em Veneza que o vai deixar aterrorizado!
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Já Napoleão lhe chamava o “mais elegante salão de visitas da Europa”, e ainda hoje a Praça de São Marcos é um local privilegiado para admirar as vistas, quer no que se refere aos fabulosos monumentos que a rodeiam, quer no que toca ao desfile das máscaras mais bonitas do Carnaval de Veneza. Pode ser boa opção comprar bilhetes antecipadamente para escapar às filas. Em Veneza pode passar várias horas nas filas.
No extremo este da Praça de São Marcos encontram-se a Basílica de San Marco e o Palácio dos Doge, sedes dos poderes terreno e divino da cidade, intimamente ligados entre si. Era da Basílica que o Doge recém-eleito era apresentado à população que se juntava na praça, e era também aqui que eram recebidos Papas, réis e diplomatas.

A Basílica é uma pérola da arquitectura e da arte dos mosaicos. Mistura única de estilos de influência oriental e ocidental, é um festim para os olhos. Os maravilhosos mosaicos nas cúpulas e paredes mantêm-nos de cabeça erguida durante toda a visita, excepto quando os mosaicos em mármore e vidro do pavimento nos atraem as atenções. É talvez uma construção única que sobreviveu praticamente intacta durante os seus mais de 900 anos de idade, uma feliz consequência do facto de Veneza nunca ter sido conquistada por um exército invasor, até Napoleão, já no século XIX.
Com uma fachada inconfundível, de face para a Praça de São Marcos e para as águas da lagoa, o Palazzo Ducale, que data do século XIV, é uma jóia da arquitectura gótica e indissociável da imagem da cidade que todos os visitantes, do passado e do presente, guardam na sua memória.


Uma visita obrigatória, para ser feita devagar, de forma a degustar todos os pormenores. Subindo a Scala d’Oro, entra-se num mundo de luxo, de salões cheios de obras de arte, de aposentos com móveis refinados e porcelanas antigas. A Sala del Maggior Consiglio arrebata-nos pela sua dimensão e pelas pinturas que decoram as paredes e tecto, destacando-se a maior pintura do mundo, Paraíso, de Tintoretto.
Passando pela Ponte dos Suspiros, seguimos o mesmo caminho que aqueles que eram julgados e condenados faziam em direcção às prisões, no piso térreo e subterrâneo.
No exterior, a loggiacom colunas abre-se para o pátio, onde a Escadaria dos Gigantes atrai as atenções, com as suas imponentes estátuas de Marte e Neptuno, e onde, no seu topo, era coroado o novo Doge.
Em frente, o Campanile de San Marco foi sempre um marco da cidade. Galileu, em 1609, fez do seu topo uma demonstração ao Dogedo poder do seu telescópio, recentemente inventado, e o toque dos seus sinos alertava os habitantes da cidade para eventos importantes, tais como o início e o fim da jornada diária de trabalho, execuções, e reuniões do Grande Conselho. A primeira torre no local data de 1173, um farol para guiar os navegadores na lagoa, mas a torre tal como a conhecemos data do início do século XVI, embora a que existe hoje é de construção relativamente recente, depois da original ter colapsado em 1902. No entanto, a torre foi reconstruída “onde estava e tal como era”, e inaugurada em 1912. Hoje são milhares os turistas que a sobem de elevador todos os dias, para apreciar as vistas sem paralelo da Praça de São Marcos, da Basílica, e da ilha de San Giorgio Maggiore.




Junto às águas da lagoa, encontram-se as Colunas de San Marco e de San Teodoro, fruto do saque de Constantinopla, e encimadas por um leão com asas e uma estátua de São Teodoro, respectivamente. O espaço entre as duas colunas foi, até ao século XVIII, local de execuções, e ainda hoje os venezianos mais supersticiosos não atravessam esse espaço.


No extremo oeste da Praça de São Marcos, na chamada Ala Napoleonica, localiza-se a entrada para o Museo Correr e o Museo Archeologico, onde se podem observar algumas das obras de arte mais importantes da cidade, assim como mapas e livros relacionados com a história de Veneza.
E quando estiver cansado de tanta cultura e monumentalidade na Praça de São Marcos, descanse na esplanada de um dos cafés debaixo das arcadas à volta da praça. Mas prepare-se… O preço de um café é uma pequena renda! Pudera, estamos naquela que é, provavelmente, a praça mais bonita do mundo.


San Giorgio Maggiore é a ilha mais acessível a partir de Veneza. Basta apanhar um pequeno vaporeto numa viagem de cerca de 10 minutos. Uma vez aí, não há muito a fazer. San Giorgio Maggiore não tem grandes atractivos, nem sequer muito espaço para percorrer, tem, no entanto, aquela que é provavelmente a melhor vista da cidade de Veneza.

Rodeada pelo Canale della Grazia, Canale della Giudecca, Canale di San Marco e pela Laguna de Veneza meridional, San Giorgio Maggiore tem uma igreja e mosteiro que datam do século IX e que foram construídos por monges beneditinos que drenaram os pântanos aqui existentes para edificarem o seu lar. A basílica actual é bastante mais recente, data do século XVI, mas uma visita aqui é obrigatória. Não pelo seu interior ou sequer pela suas redondezas,uma visita a San Giorgio Maggiore é obrigatória para subir ao Campanille e desfrutar das vistas sobre San Marco, os canais e uma vista panorâmica sem igual sobre a cidade de Veneza.



Chegamos a San Giorgio Maggiore de vaporeto mas não o apanhamos em San Marco. Resolvemos apanhar o vaporeto que fazia a volta por fora de Veneza e que chegava à ilha vindo do Canale della Giudecca. A vista sobre Veneza é fantástica, quer do vaporeto para a Fondamenta delle Zattere, quer sobre a ilha de San Giorgio.


Pagamos 6€ e subimos ao Campanille. As vistas daqui batem qualquer uma das outras que tivemos em Veneza. Não é à sorte que este é o local mais apreciado pelos venezianos. Mas, a cereja no topo do bolo foi quando chegamos cá abaixo: um desfile de mascarados com trajes típicos do Carnaval de Veneza com San Marco como pano de fundo. E ali ficamos a fotografar até o sol se pôr e a noite cair na cidade.


A auto-estrada das vias de comunicação de Veneza é o Grande Canal, conhecido pelos venezianos como o Canalazzo, o maior dos 177 canais que fluem através da cidade. Tem cerca de 4 km de comprimento, 30 a 70 m de largura e uma profundidade média de 4,5 m. As suas margens estão semeadas de palácios de fachadas fabulosas, cobrindo um período histórico de centenas de anos, hotéis de luxo, o Casino, mas também de prédios residenciais cujos ocupantes desfrutam de uma vista privilegiada.

O movimento no Grande Canal é constante, sendo as águas (apenas atravessadas por 4 pontes) permanentemente cruzadas pelos vaporetto, o sistema de transporte ao longo do canal, barcaças de transporte de mercadorias e de recolha de lixo, gôndolas com turistas, assim como lanchas de polícia, táxis e ambulâncias.


É possível percorrer o Grande Canal nos vaporetto 1 ou 2, serpenteando, com uma dupla curva, entre Piazzale Roma, o terminal de autocarros da cidade, e a Praça de São Marcos. Logo no início, passamos pela estação de caminhos de ferro da cidade, com a igreja de San Simeone Piccolo na outra margem, e a ponte de Scalzi mais à frente.
A seguir, encontra-se na margem esquerda, logo a seguir à paragem de San Marcuola, o Casino de Veneza, que está alojado no antigo palácio Vendramin Calergi. Mais à frente, do lado direito, o palácio Ca’ Pesaro alberga hoje a Galeria de Arte Moderna e o Museu Oriental, e logo a seguir, do lado esquerdo, o palácio mais famoso, Ca’ d’Oro.
Entramos então no bairro de Rialto, o mais antigo da cidade, com palácios agora ocupados por instituições públicas de administração da cidade, e, claro, a famosa ponte homónima, construída entre 1588 e 1591, e até 1854 a única maneira de cruzar o Grande Canal a pé.
Segue-se La Volta, a contra-curva que o Grande Canal dá para a esquerda, e a parte sul do canal, passando pelo Ca’ Rezzonico, um dos mais esplêndidos da cidade e um dos poucos abertos ao público, chegando à zona onde se encontra L’ Accademia, a maior colecção de pinturas da cidade, e após cruzar a bonita ponte (homónima) de madeira, a Colecção Peggy Guggenheim de arte moderna, alojada no Palazzo Venier dei Leoni.
O troço final do Grande Canal é talvez o mais conhecido, com a igreja de Santa Maria de la Salute e a sua famosa cúpula, na ponta de Dogana, na margem direita que acaba, e finalmente a Praça de São Marcos, do lado esquerdo, acabando o percurso com chave de ouro.
Independentemente do tipo de transporte que se use no Grande Canal, do sentido que se faça a viagem, e da hora do dia, este é um percurso que de certeza o deslumbrará. Tal como um embaixador francês do final do século XV afirmou: “É a rua mais bonita do mundo!”.E provavelmente continua a ser…



Aproveite o terceiro dia em Veneza para visitar os arredores num único dia, nomeadamente as ilhas de Burano, Murano e Torcello.



Tal como em Roma, uma das maiores atracções de Veneza é o seu impressionante conjunto de magníficas igrejas. Para os crentes são locais de culto, para os turistas cansados, um local de contemplação e descanso do bulício das ruas e canais da cidade, mas para os amantes de arte, cada uma delas é um verdadeiro museu, exibindo tesouros artísticos na forma de pinturas, esculturas, frescos e mosaicos.


Algumas igrejas cobram entrada, o que desencoraja a maioria daqueles que chegam à entrada, mas o turista mais interessado não deve desesperar. Comprando o Chorus Pass (12 €), tem-se acesso a 16 das melhores igrejas de Veneza, com prazo de validade de visita de um ano. Durante a nossa curta estadia, não teríamos tempo de as visitar todas, mas fizemos uma pequena selecção de acordo com o nosso gosto. Quem sabe, não completaremos a lista numa próxima visita!

Erigida originalmente para acolher o corpo de São Marcos, alegadamente recuperado em Alexandria, o edifício actual remonta ao século XI, e foi sendo remodelado ao longo dos séculos. É o símbolo por excelência da cidade e do poder da República Veneziana na história mundial ao longo de um milénio. Uma vez lá dentro, a grandiosidade da arquitectura e a beleza dos mosaicos deixam-nos permanentemente de boca aberta, em particular a decoração da fachada exterior e no interior das cúpulas.




Construída em finais do século XIII, é conhecida como o Panteão de Veneza, dada a quantidade de túmulos de doges que tem no seu interior, muitos deles obras-primas executados pelos melhores escultores do seu tempo. As Capelas do Rosário, decorada com pinturas de Veronese, e de San Domenico, são imperdíveis.
A primeira igreja neste local foi construída por frades franciscanos entre 1250 e 1338, mas o edifício actual data do século XV. Esta enorme igreja no estilo gótico tem o segundo campanile mais alto da cidade. Alberga numerosos túmulos, tais como o do compositor Monteverdi, ou o do Doge Foscari. À frente do altar, o coro dos monges é uma obra prima de madeira esculpida. Atrás do altar a “Assunção da Virgem” de Ticiano capta os olhares.



Construída entre 1481 e 1489, é cativante especialmente pela sua arquitectura baseada em mármores coloridas, tanto no interior como exterior. Não é fácil de encontrar, mas vale bem a pena. No altar encontra-se a”A Virgem e o Menino” de Nicolo di Pietro, pintura que se acredita ter poderes milagrosos.



Esta grande igreja barroca foi construída entre 1630 e 1687, como agradecimento à sobrevivência da cidade a uma praga de peste, sendo a sua silhueta com cúpula uma das mais reconhecidas no “skyline” de Veneza. O seu interior tem uma planta octogonal e alberga pinturas de Tintoretto e Ticiano.



Esta igreja do século XVI poderia ser chamada a igreja de Veronese, pois foi este artista que decorou a maior parte do seu interior com pinturas coloridas e impressionantes, e é nela que também está sepultado.
Construída no século XIV e radicalmente modificada no século XV, tem um passado conturbado de violência no interior das suas paredes, mas hoje é um local sossegado. O seu tecto tem a forma de um casco de navio. Na sacristia, podemos encontrar obras de Tintoretto.



Alberga actualmente o Museu da Música, uma exposição dedicada a Vivaldi, com painéis informativos e uma impressionante colecção de instrumentos musicais.


Esta antiga igreja, fundada no século IX, foi reconstruída durante a segunda metade do século XVII. A fachada da igreja é obra de Giuseppe Sardi e constitui uma das expressões mais originais e criativas da arte barroca em Veneza. O tecto da nave interior é decorado com grandes telas e na parede interna da igreja estão penduradas várias pinturas, incluindo alguns dos mais talentosos pintores venezianos como Francesco Zugno, Gianbattista Crosato, Gaspare Diziani e Jacopo Marieschi entre outros.O quadro mais digno de menção é de Peter Paur Rubens “Madonna, a Criança e St. John the Baptist”. A igreja também contém obras de Tintoretto juntamente com obras de Alessandro Vittoria, Sebastiano Ricci, Giambattista Piazzetta, Palma il Giovane e Gian Maria Morlaiter, fazendo desta igreja um compêndio extraordinário da arte veneziana.



A Igreja de Santa Maria Formosa foi construída em 1492 e é uma obra-prima arquitectónica de Mauro Codussi, marcando a introdução em Veneza da visão do renascimento da Toscana.É uma das praças mais emblemáticas e acolhedoras de Veneza.

Fundada no século IX, a Igreja de San Polo passou por dois importantes projectos de reestruturação que alteraram a sua aparência bizantina original com dois leões de rolamento da coluna na base da torre sineira. O primeiro trabalho e restauro foi no século XV e adicionou-lhe elementos góticos tardio. A segunda reforma ocorreu no século XIX, transformando-a num edifício neo-clássico.



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Daniela says:
Estou a pensar ir a Veneza na altura do carnaval e adorei o post e as dicas! No entanto tenho algumas dúvidas…adorava que me pudesse responder!
Sei que o carnaval é em fevereiro (ou pelo menos em 2020 será, não sei se muda a data como em Portugal), sendo inverno, acha que apanharei mau tempo? É uma viagem muito desejada, não queria passar os 4 dias com chuva…pelas suas fotografias (magnificas, já agora) vejo que apanhou bom tempo! Foi em que altura/mês?
Obrigada!
Carla Mota says:
Fui em Fevereiro também. É uma sorte, claro. Mas não choverá os dias todos. É mediterrâneo e até pode apanhar bom tempo. Mas convém levar agasalho porque geralmente faz frio.
Eloah Cristina says:
Adorei a dica dos monumentos que não cobram a entrada!! rs
É sempre bom ter estas dicas, para aproveitar mais e gastar menos.
Obrigada!
Carla Mota says:
Sim, é bom aproveitar porque já há tanta coisa para pagar quando se visita Veneza. 😀
Aline Aguiar says:
Veneza é lindíssima, mas se puder dar uma dica, evite ficar mais de 2 dias, fiquei 4 e achei tempo demais.
Carla Mota says:
Pode ser boa dica para só quer visitar as coisas mais turísticas de Veneza mas se quiser fazer excursões, passeios ou tours, ou até viistar as ilhas de Burano, Murano e Torcello, que para mim é obrigatório, o ideal é mesmo 4 dias.
Helen Pusch says:
Veneza é maravilhosa, e teu guia está à altura!
Presenciar um carnaval lá deve ser uma experiência mágica! Já estive duas vezes na cidade, mas não em um carnaval. Tomara que um dia eu possa ver isso de pertinho.
Obrigada pelas dicas!
Carla Mota says:
Obrigada, Helen. Adorei Veneza. É uma das minhas três cidades preferidas no mundo.
Fabíola Moura says:
Veneza é um dos meus sonhos, um carnaval na cidade deve ser inesquecível. Sem falar na beleza do lugar e naqueles passeios de gôndola. Ainda é uma cidade romântica?
Carla Mota says:
Veneza é uma das cidades mais românticas do mundo. Eu amei de verdade visitar Veneza.
Regina Oki says:
O post está maravilhoso! As dicas super úteis para economizar em uma cidade famosa pelos altos preços. Adorei saber do passe para as igrejas. Certamente, abrigam coleções de um valor inestimável. Já fui a Veneza duas vezes, mas nunca no Carnaval. Quem sabe, da próxima vez? Beijo!
Carla Mota says:
Merece mesmo, Regina. Também fui a Veneza primeiro duas vezes antes de visitar Veneza no Carnaval. É mesmo maravilhoso.
Ruthia says:
Visitar Veneza e fazer um tour fotográfico é outro nível. Mas as suas imagens são dignas de um profissional, só não aparecem os viajantes
Carla Mota says:
E isso mesmo. Imagina poder ter tudo! Uma maravilha, não é?
GRAÇA PACHECO says:
e como isso funciona???
Carla Mota says:
Vê aqui http://viajarentreviagens.pt/italia/passeios-excursoes-para-fazer-em-veneza/
Mariana Antunes says:
Veneza é um lugar bem interessante, estão dizendo para visitar logo o local porque os níveis dos rios estão subindo! Será? É bem romântico e o carnaval de Veneza deve ser um evento interessante!
Carla Mota says:
Não será bem os rios, mas a subido no nível médio das águas do mar coloca toda a cidade em risco, especialmente a zona dos canais de Veneza.
Gabriela Torrezani says:
Apesar de Veneza ser um destino super clássico eu ainda não conheço – e morro de vontade, claro! O guia de vocês está ótimo, parabéns 😀
Carla Mota says:
Obrigada, Gabriela. Visitar e passear por Veneza é obrigatório mesmo.
Victoria says:
Veneza ainda está na nossa lista de viagens mas espero cortar logo e usar todas essas dicas incríveis 🙂 obrigada
Carla Mota says:
Victória, as excursões para fazer em Veneza são incríveis. Aproveita as dicas mesmo. Boa viagem. 😀
Bob Wolf says:
Carla, a qualidade das dicas, inclusive com os passeios grátis já encantam bastante!
Mas, as fotos então, são maravilhosas!
A vontade é de fazer a mala na hora! Muito bom!
Carla Mota says:
Obrigada, Bob, visitar Veneza e ainda fazer belos passeios pela cidade é maravilhoso. Mas estes passeios não são grátis.
Teresa Gonçalves says:
Boa noite,
Agradeço o favor, se possível, de me informar se existe um passe combinado de vaporeto e autocarro (incluindo o transfere de Trevizo para o centro de Veneza). O que já vi foi apenas o autocarro de Trevizo para a P de Roma. Daqui para o alojamento, na zona de S. Marcos, estou em dificuldades…
Muito obrigada,
Teresa Gonçalves
Carla Mota says:
Olá Teresa. Não lhe sei responder com certeza, desculpe.
Maria says:
Olá!! Vou viajar até Roma e decidi aproveitar para conhecer Veneza também! mas estou com algumas duvidas quanto ao sitio da localização da chegada em Veneza… se ficar em Veneza mestre como me desloco até ao centro?
Carla Mota says:
Te que ir de autocarro ou comboio todos os dias. Não achamos que seja uma boa opção. É mais barato mas perde-se muito.
Maria Lemos says:
Obrigada Carla.
Foram informações muito úteis.
Carla Mota says:
Obrigada 😀
Maria Lemos says:
Olá Carla.
Vou para a semana passar o carnaval a Veneza.
Acredito que esteja um mar de gente. qual a melhor hora para chegar à praça de S. Marcos sem ter ainda a praça cheia de turistas. 8 da manhã?
Carla Mota says:
A praça de S. Marcos sem turistas é difícil. Há muita gente nas ruas principais todas e na praça também. Penso que o melhor é antes das 8 mas mesmo entre as 8 e as 9 é pacífico. No entanto, aproveite a praça e a área ribeirinha da parte da tarde. Estão lá muitos mascarados.
Maria Lemos says:
Obrigada pela atenção.
Alguma sugestão para estes dias de carnaval?
Carla Mota says:
Só perder-se nas ruas e participar no cortejo. Vale a pena. 😀
Maria Lemos says:
Sabe quando é que costuma ser o cortejo?
estive a ver o programa do carnaval e não me lembro de ver.
Ser que há eliminatórias para a máscara mais bonita e depois a final mas não me lembro de ver o cortejo.
Sairá da praça de S. Marcos até???
desculpe estas perguntas todas.
Mais uma vez obrigada
Carla Mota says:
Está tudo aqui: http://viajarentreviagens.pt/italia/carnaval-de-veneza/
O cortejo que me refiro é para entrar no concurso da máscara mais bonita. Sim, é na Praça de S. Marcos.